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Obesidade Relatório OCDE Diabetes

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Luta contra obesidade é rentável, diz relatório da OCDE

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Obesidade se transformou em problema de saúde pública. Pixabay

A obesidade, que causa diabetes, doenças cardiovasculares e câncer, reduz a expectativa de vida e é cara, mas investir em campanhas para evitá-la é rentável, de acordo com um relatório publicado nesta quinta-feira (10) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos).


Para cada dólar investido, são recuperados até 6 dólares, de acordo com a análise da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O excesso de peso representa 70% dos custos dos tratamentos para diabetes, 23% daqueles para doenças cardiovasculares e 9% para o câncer nos 36 países membros da OCDE.

A organização estima que essa variável custará US$ 425 bilhões anualmente nos 52 países analisados nas próximas três décadas. Até 2050 serão registradas 92 milhões de mortes prematuras por doenças relacionadas à obesidade à nos países da OCDE, no G20 e na UE, de acordo com o documento.

O México será o país que sofrerá a maior redução na expectativa de vida devido à obesidade (-4,2 anos), seguido pela Rússia e Polônia (-3,9 ambos) e Estados Unidos (-3,7). Japão (-0,9) e Índia (-1,1) fecham a lista. Mais da metade da população de 34 dos 36 países membros da OCDE está acima do peso e praticamente uma em cada quatro pessoas é obesa.

A taxa de obesidade dos adultos na OCDE passou de 21% em 2010 para 24% em 2016, ou seja, 50 milhões a mais de pessoas. Em 2016, a obesidade afetou 28,9% dos adultos no México, 28,3% na Argentina, 28% no Chile e 23,8% na Espanha, enquanto a média nos 36 países foi de 23,2%.

Menos açúcar e gordura

 Os Estados Unidos destinam 14% do orçamento em saúde para o problema do sobrepeso e doenças cardiovasculares, ou seja, US$ 645 per capita por ano, enquanto o México aloca 9% e a Espanha, 10%. Contra o excesso de peso, a OCDE recomenda reduzir 20% da ingestão calórica contida em alimentos ricos em açúcar, sal e gordura saturada, o que poderia impedir 1,1 milhão de casos de doenças crônicas anualmente, segundo uma análise em 42 países. A medida permitiria uma economia de US$ 13,2 bilhões anualmente e um aumento de 0,5% do PIB.