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Por que comemos ovos de chocolate na Páscoa?

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Ovos de Páscoa do famoso chocolateiro de luxo francês Jean-Paul Hévin. Divulgação

Em todo o mundo, o dia da ressurreição de Jesus Cristo é celebrado em família com a imperdível "caça aos ovos" de Páscoa pelas crianças e sua degustação pelos adultos. Poucos sabem, porém, que o alegre ritual de comer ovos obedece a uma velha tradição.


Há 5.000 anos, quando os persas queriam desejar felicidade a alguém, ofereciam ovos de galinha, símbolo de fecundidade e renovação. O costume veio para a Europa e começou a ser praticado na festa de Páscoa, que comemora a ressurreição de Jesus. O domingo pascal marca o fim do quaresma, período de jejum dos fiéis que, entre outros alimentos, não podiam comer ovos. Assim, no dia do renascimento de Jesus, os católicos comiam a produção de ovos acumulada durante o período.

Chocolate

"Ninguém sabe exatamente quando nasceu a ideia de se perfurar a casca dos ovos, esvaziá-los e rechear com chocolate", explica a historiadora Elisabeth de Contenson, autora do livro "O chocolate e sua história", analisando que certamente a prática começou no século 18.  Mas foi no século 19, principalmente a partir de 1830, que os ovos de chocolate começaram a aparecer no comércio. O método se desenvolveu, com o aprimoramento das técnicas de se lidar com o cacau e o surgimento de fôrmas com diferentes desenhos.

Segunda de Páscoa

Na Europa, com exceção de Portugal, Rússia e a maior parte da Espanha, a Páscoa é celebrada na segunda-feira. Este costume tem origem no século 11, quando a Páscoa era festejada também durante a semana seguinte à ressurreição de Cristo e se chamava Oitava de Páscoa. Este período foi feriado em uma certa época, mas desde a assinatura de uma concordata - acordo entre Igreja e Estado - em alguns países europeus, apenas a segunda-feira seguinte ao domingo de Páscoa permaneceu dia feriado.