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Daniel Buren traz chuva de cores à "Monumenta" do Grand Palais

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Os círculos coloridos do "excêntrico" Daniel Buren oferecem um clima mágico à exposição. Grand Palais

"Excentrique(s)" é o nome da quinta edição da exposição "Monumenta 2012 " que abriu as portas no dia 11 de maio no museu do Grand Palais, em Paris. O convidado é o pintor e escultor Daniel Buren, que recorreu à luz natural da cúpula do museu, que atravessa uma floresta de discos coloridos transparentes de tamanhos diferentes, apoiados por finas bases em preto e branco, marca registrada do artista.  


Integrando a luz natural que entra pelos vidros da cúpula central do Grand Palais, Daniel Buren oferece um trabalho em constante mutação. É o tempo que vai decidir se os tons de azul, amarelo, verde e laranja serão mais claros ou escuros, mais intensos ou mais suaves. No chão, os espelhos redondos refletem o teto de vidro, transformado em azul pelo artista.

Os visitantes são convidados a caminhar, sentar ou deitar sobre os espelhos, ao som da leitura de um texto em 37 línguas que conta os detalhes da construção das obras.

Buren explica que a sua proposta é usar "a luz de modo esplêndido" graças ao teto envidraçado, "que oferece um ponto de vista extraordinário em relação ao céu, que muda o tempo todo".

Círculos, círculos....

Sim, tudo é circular no universo de Daniel Buren, que tem certeza de que o Grand Palais foi concebido com um compasso. Excêntrico como o nome de sua exposição, ele também mudou a organização do próprio Grand Palais, instalando a bilheteria do lado de fora do museu, indicada por suas famosas faixas brancas e pretas.

Aos 74 anos, Daniel Buren continua surpreendendo o mundo das artes com sua criatividade e fantasia. É ele o autor das célébres - e polêmicas - colunas brancas e pretas que enfeitam o jardim do Palais Royal, em Paris.