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Começa a temporada de prêmios literários na França

Por Patricia Moribe

O final de outubro e começo de novembro marca a distribuição tradicional dos mais cobiçados prêmios literários da França, como o Goncourt, o Renaudot, o Médicis e o Femina. O assunto domina o mercado editorial, a mídia e as conversas de amigos. Trata-se de não só de um selo de qualidade para o leitor diante de muitas opções, mas também da garantia de venda milhares de exemplares suplementares para escritores, editores e livrarias.

O livro é o principal produto cultural na França, num mercado avaliado em € 3,9 bilhões em 2013, ano em que foram lançados mais de 74 mil títulos. Mais da metade dos franceses compraram pelo menos um livro no ano passado, segundo o ministério da Cultura. Tudo isso justifica a grande movimentação midiática em torno da entrega dos prêmios.

Para Paula Anacaona, da editora Anacaona, de Paris, especializada em edição de livros brasileiros em francês, existem dois tipos de freguês de livraria: o que sabe exatamente o que quer comprar e o que precisa de sugestões diante de tanta oferta. “Ter ganho um prêmio pode ajudar em muito na decisão do leitor, além disso, a divulgação acontece pouco antes do Natal, e assim o livro vira uma boa opção de presente em várias ocasiões”, diz Paula.

Francês da África

Na quarta-feira, será anunciado o Goncourt, o mais importante dos prêmios literários franceses. Pela primeira vez, um escritor em língua francesa vindo do continente africano e publicado antes em seu país de origem está na lista dos finalistas, no caso, o argelino Kamel Daoud, de 44 anos, com seu primeiro romance, “Mersault, contre-enquête”. Os outros concorrentes são David Foenkinos, Pauline Dreyfus e Lydie Salvayre.

Para um escritor, o prêmio Goncourt significa uma média de 400 mil exemplares vendidos.
 

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