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Ópera Cômica de Paris completa 300 anos de muitas paródias e obras-primas

Por Patricia Moribe

A Ópera Cômica de Paris está completando 300 anos. Para marcar a data, vários eventos estão programados:   shows, encontros e mostras. A sala Favart, sede da ópera cômica, não fica longe da imponente Ópera Garnier e da Comédie Française, antigos rivais.

Na verdade,o atual teatro é a terceira sala Favart, já que as outras duas anteriores foram destruídas pelo fogo. Mas o que importa é que o estilo vingou e criou obras-primas. Nascida como um gênero bastardo, encenada em quermesses anuais em Paris, a ópera cômica é filha do teatro vaudeville e de encenações antigas de balé. Sofreu influência também da chamada comédia italiana.

O termo ópera cômica surgiu em 1714, quando uma trupe de atores obtem um privilégio do rei Luís 14 para encenar no Teatro da Ópera Cômica, que passou a ser palco de produções lendárias, com paródias ou obras que se tornaram clássicas, como Carmen, de Bizet, e Os contos de Hoffman, de Offenbach.

Dribles

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Jérôme Deschamps, diretor da Ópera Cômica de Paris, conta que os artistas da ópera cômica precisavam driblar leis para montar espetáculos, uma vez que não podiam cantar, pois isso era exclusividade da Academia Real de Música, que depois se transformaria na Ópera de Paris. Eles também não podiam atuar, pois o teatro era privilégio dos atores da Comédie Française. “A ópera cômica não quer dizer que ela seja necessariamente engraçada, mas que junta a arte do cantar e do atuar, alternando entre um e outro”.

“Foi na ópera cômica, que depois passou a ocupar teatros, e vários se incendiaram, onde foram produzidas grandes obras do repertorio francês, como Carmen, Os Contos de Hoffman, Lakmé, Manon, Pélleas et Melisande, e, mais recentemente, La Voix Humaine.”, conta Deschamps. “É portanto uma ópera bastante ativa, reconhecida internacionalmente, suas obras são encenadas no mundo todo.”, acrescenta.
 

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