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Festival de Locarno homenageia gênio temperamental do bang-bang

Por RFI

A Agenda Europa desta semana segue a trilha dos festivais de verão, começando por uma das mais respeitadas mostras de cinema do Velho Continente: o Festival de Locarno, na Suíça. De lá seguimos para o impressionante amálgama de eventos culturais que leva mais de 3500 atrações à cidade escocesa de Edimburgo e aterrissamos na França, onde se apresentam a jazz-woman Lisa Simone (filha de Nina) e o ex-Dara J Faada Freddy.

Começou em 5 de agosto o Festival de Cinema de Locarno, um dos mais importantes eventos do calendário cinéfilo. Esta 68ª edição da festa na Suíça italiana homenageia o diretor americano Sam Peckinpah, um dos grandes mestres do faroeste nos anos 70.

Além de todos os longas do polêmico diretor que, décadas antes de Tarantino, trouxe a morte à vida nas telas, Locarno exibe a série televisiva Westerner, que ouvimos ao fundo. Essa foi a primeira incursão do diretor na sétima arte e determinou seu estilo cru de pintar os anti-heróis de uma América pré-Guerra Civil.

Um dos principais temas de Peckinpah, muito bem ilustrado no trecho a seguir, é a sublimação de nossa mortalidade, quando nos vemos face a face com o fim. Não à toa, o Billy the Kid do diretor se vai ao som de Knocking on Heavens Door, de Bob Dylan.

A edição deste ano do Festival de Locarno apresenta mais de 260 filmes, 19 deles na competição oficial pelo Leopardo de Ouro.

Festival de Edimburgo

Na pele de uma Antígona contemporânea, Juliette Binoche abriu o maior festival cultural do mundo, nesta semana, na cidade escocesa de Edimburgo. Na verdade, a festa é uma confluência de eventos culturais. O festival de artes plásticas já estava acontecendo desde o dia 30 de julho, mas nesta sexta-feira, começou também o Festival Internacional de Edimburgo, que traz mais de 60 shows, nove peças de teatro, cinco espetáculos de dança, sete óperas, nove workshops... Isso sem falar no Edinburgh Festival Fringe, que, apesar de trazer no nome esse fringe - que poderíamos traduzir por rebarba -, é muito mais do que um evento paralelo. Já viu evento paralelo com quase 3.500 atrações?

Difícil destacar alguma coisa entre tantas opções, mas vamos numa história inusitada: o festival vai exibir, de graça, a peça In His Own Write, baseada no livro de poemas non-sense de mesmo nome. A peça foi financiada por crowd-funding, encampada por Yoko Ono e os textos, escritos por John Lennon, nunca antes encenados.

Filha de revolucionária

Por falar em John Lennon, quem não se lembra dele dizendo naquela antológica entrevista de 71 à revista Rolling Stone, que tinha gostado da resposta radical de Nina Simone à faixa Revolution, em que os Beatles pregavam abertamente a revolução individual no lugar da coletiva? Pois Lisa, filha de Nina Simone, cantou uma resposta para a resposta, quase 40 anos depois (veja o vídeo abaixo).

Por que você não ouviu falar em Lisa, mesmo ela sendo uma Simone? Porque a própria Nina não queria filha cantora: "Eu era castrada pela minha mãe e, por isso, não cantava. Quando eu tinha 15 anos, eu morava com a minha tia, sem minha mãe por perto, e comecei a cantar na igreja. E encontrei minha voz, aquilo vinha naturalmente pra mim", contou em entrevista a Sarah Tisseyre, da RFI.

Mas, a tia também não era muito fã da ideia e recusou, no nome de Lisa, seguidos convites para integrar bandas. "Eu não questionei aquilo. Decidi ir para a faculdade, virar advogada, mas nada disso deu certo e eu terminei me alistando no exército, onde permaneci 11 anos. Quando estava na Força Aérea, tomei um copo de vinho tinto em Frankfurt, na Alemanha, e comecei a cantar com um cara no piano. Não lembro qual era a música, não lembro do momento", explica.

Mas os amigos sim: "Eles começaram a contar pra todo mundo sobre aquela noite, até que eu recebi um telefonema de uma cantora, perguntando se eu queria ser backing vocal dela. Eu disse: 'Por que não? É divertido, eu gosto! Ok!' Eu tinha 28 anos, não gostava do meu trabalho no exército e me dei conta de que, quando cantava, eu estava feliz".

Lisa Simone está em turnê europeia e toca, no próximo dia 13, no festival multicultural Sites en Scène, no departamento francês de Charente-Maritime. A festa traz também arte de rua, teatro, dança, espetáculos pirotécnicos...

Hip-Jazz Vocal

Quem também está fazendo a rota dos festivais de verão é Faada Freddy, conhecido por comandar o principal grupo de hip hop do Senegal, o Dara J. Nos próximos dias, ele está no Crest Jazz Vocal, no Soirées d'Été à Gordes, no Festival Darc...

E agora, na carreira solo, ele usa só voz e percussão corporal. O resultado, você pode ver no clipe a seguir:

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