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Artistas francesas são destaques de festival em Edimburgo

Por Patricia Moribe

O Festival Internacional de Edimburgo traz à capital escocesa em agosto o que há de mais prestigioso no mundo do teatro, do balé e da música clássica. Duas francesas são destaques: Juliette Binoche e Sylvie Guillem. Já no Fringe, que acontece paralelamente, as opções são mais variadas e numerosas: mais de 3 mil espetáculos para todos os gostos. O percusionista brasileiro Adriano Adewale se apresenta com o violonista italiano Antonio Forcione.

Juliette Binoche, 51 anos, está na tragédia grega Antígona, escrita em 441 a.C. por Sófocles. A nova releitura tem direção do belga Ivo van Hove. “Há algo na peça que é palpável, acessível, que faz uma correlação imediata com sua vida, com a sociedade em que você vive”, conta Juliette Binoche. “Surge o sentimento, a necessidade de curar a ferida de uma família, de uma sociedade, do mundo – e Antígona é uma pessoa que cura, mesmo que ela escolha se sacrificar, escolhendo a morte”, acrescenta.

A bailarina Sylvie Guillem, 50 anos, que foi estrela do balé da Ópera de Paris e do Balé Real de Londres, apresenta “Life in Progress” (“vida em andamento”, em tradução livre), em turnê mundial de despedida dos palcos. O espetáculo chega a Paris em setembro e termina no final do ano, no Japão.

Pela primeira vez, o pop rock sobe aos palcos durante o Festival Internacional de Edimburgo. A honra é da superbanda FFS, que junta o grupo escocês Franz Ferdinand e os americanos do Sparks. A apresentação vai ser única, com lotação esgotada, no dia 24.

Edimburgo “off”

Paralelamente ao festival, aconte o Fringe, que surgiu em 1947 como uma alternativa, um off, e acabou se tornando o maior evento do mundo de artes. Este ano, só para se ter uma ideia, são mais de 3 mil espetáculos em agosto, muitos deles, de graça, nas ruas. “Todo canto da cidade vira palco”, como conta o percusionista brasileiro Adriano Adewale, que se apresenta com o violonista italiano Antonio Forcione.

“Vamos tocar algumas composições do último trabalho de Forcione, “África”, e também do meu, que se chama “Raízes””, conta Adewale, que já tocou algumas vezes no Fringe. O músico brasileiro vive em Londres há 15 anos. Depois de um bacharelado em percussão erudita na Unesp, ele resolveu conhecer o mundo. “Eu queria ver como é que era viver em um lugar diferente do país onde nasci, onde cresci”, conta o músico.
 

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