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Relação de Andy Warhol com banda rock Velvet Underground vira mostra em Metz

Por Leticia Constant

Nesta semana vamos a Metz, na França, para curtir a exposição imperdível do Centro Georges Pompidou local. No mesmo registro pop tomamos a direção oposta para ir ao País Basco, antes de aterrissar em Londres para descobrir dois bailarinos incríveis!

"The Ring", 1981, acrílico e óleo sobre tela de Jean-Michel Basquiat. © Estate of Jean-Michel Basquiat. Licensed by Artestar, New York

O artista novaiorquino Jean-Michel Basquiat sempre se identificou com a rua. A paisagem urbana foi o tema para suas primeiras obras e influiu até mesmo na escolha dos seus materiais. Uma super retrospectiva deste jovem talentoso que partiu cedo demais, aos 28 anos apenas, está sendo apresentada atualmente no museu Guggenheim de Bilbao.

Nascido no Brooklyn em 1960, de pai haitiano e mãe americana, ele tinha apenas 17 anos quando seus grafites começaram a aparecer nos muros da cidade com mensagens políticas provocadoras, poéticas e sutis, que ele criava com seu amigo Al Diaz sob o pseudônimo de SAMO© (sigla de "same old shit" ou "sempre a mesma merda").

Basquiat conseguiu o que queria: chamar a atenção e penetrar no fechado mundo da arte de Nova York. Não se colando uma etiqueta de grafiteiro, ele buscou novas formas de expressão e foi deixando o spray de lado para criar obras com materiais que encontrava na rua como restos de espuma de poliuretano, janelas ou portas, objetos jogados fora... Suas primeiras criações no gênero, de infinita criatividade, mostram a Big Apple com seus carros, aviões, trens e jogos infantis na calçada, transpondo a poesia da rua para o espaço das galerias de arte.

Mestiço, Basquiat questiona a história ocidental e cria imagens que glorificam o homem negro como rei ou santo. Utilizando com frequência o símbolo da coroa, o artista mostra como vê os seus próprios heróis, sejam músicos, esportistas ou escritores.

"Basquiat - Chegou a Hora" é o nome da mostra apresentada no Guggenheim de Bilbao até 1° de novembro de 2015.

A arte de Warhol e a música underground

Relembrar a relação do papa da Pop Art, o americano Wandy Warhol, com a banda de rock nova-iorquina dos anos 70, Velvet Underground, foi o desafio lançado pelo Centro Georges Pompidou de Metz, no norte da

Andy Wahrol e a banda Velvet Underground, nos anos 60, em Nova York. DR

França.

A mostra "Wahrol Underground" celebra os 50 anos do encontro de Warhol com o Velvet, do quel se tornou produtor, e revive os anos super loucos da Factory, o ateliê de Andy e palco de todos os excessos. Afinal, era o tempo do "sex, drugs and rock'n roll"!

O percurso da exposição é cronológico e marcado pela música da banda. Lou Reed, John Cale, Nico, o artista plástico era fascinado por esses artistas que experimentavam os sons sob todas as formas. Esse fascínio impactou na sua obra e foi decisivo em seu percurso criativo.

A tal ponto que Andy Wahrol ofereceu um estúdio à banda e um palco, batizado de Silver Factory, a Factory Prateada, referência às paredes prateadas. O local se tornou um templo, uma espécie de residência artística onde os envolvidos na arte hippie pop se encontravam para compor, inventar imagens e "criar um outro mundo". Andy Warhol se inspirou em todos esses movimentos para criar capas de discos, ilustrações, fotos e polaroids.

"Wahrol Underground" fica em cartaz até 23 de novembro no Centro Georges Pompidou de Metz, na França.

Sari, vídeo e dança clássica

Dança clássica do sul da Ásia e hip hop compõem a proposta de "Material Men". DR

Em Londres, dois bailarinos - Sooraj Subramaniam, de origem malaia, e Shailesh Bahoran, do Suriname - estão provando que a arte do movimento pode ir bem mais além do que a gente imagina, sem desprezar alguns códigos familiares como, por exemplo, o sari indiano.

"Material Men" é o nome do novo espetáculo da dupla, que confronta estilos como dança clássica e hip hop, explorando ritmos, espaços e histórias de forma plena.

Antes da estreia, em 16 de setembro, no Queen Elizabeth Hall, em Londres, eles publicaram no Youtube todas as etapas de seus ensaios.

"Material Man" pode ser curtido até 15 de outubro no Queen Elizabeth Hall de Londres.

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