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Artista Xu Zhen denuncia conformismo social em mostra na Áustria

Por Leticia Constant

Uma peça de teatro em Paris, um festival de cinema dedicado à América Latina em Biarritz, uma exposição irreverente na Áustria, o lado espiritual de Madame Butterfly em Genebra. Este é o roteiro da nossa agenda cultural desta semana...

"La Dictadura Perfeta", longa mexicano em competição no festival, é um dos mais cotados. DR

O que está acontecendo no cinema latino-americano? Éo que vamos saber durante o 24° Festival Biarritz América Latina, que começa na segunda-feira na cidade dos elegantes e dos surfistas, na costa sudoeste da França.

Neste ano o país convidado é o Equador, com mostras da produção local, exposições de arte, literatura e debates.

São dez filmes em competição oficial: Ixcanul – Volcan,da Guatemala; Alias María, da Colômbia; Desde allá,coprodução do México e Venezuela; La Ditadura Perfeta,do México, um dos mais cotados; o argentino El Cielo delCentauro; Magallanes, do Peru; Paulina, da Argentina; e Ummonstruo de mil cabezas, do México.

O Brasil concorre com Aspirantes, de Yves Rosenfeld. É a história de um jovem jogador de futebol de Saquarema, no Rio, que vê seus sonhos ameaçados pela gravidez da namorada e um bom contrato conquistado por seu melhor amigo.

Este é o primeiro longa de Rosenfeld, que ganhou o Prêmio do Melhor projeto (Work in Progress) no Festivalde Locarno, na Suíça, no ano passado.

Nos curtas são sete na corrida, entre eles, dois brasileiros :O Bom Comportamento, de Eva Randolph, e Tarantula, de Aly Muritiba e Marja Calafange.

Na categoria Documentários, sem presença nacional, filmes fortes como o do neto de Salvador Allende sobre o avô e a história de uma mulher que maquila vistos emCuba.

O Festival Biarritz América Latina acontece de 28 desetembro a 4 de outubro.

Trinta anos de amor e...

E agora, vamos ao teatro? Em Paris, no Théatre de Poche-Montparnasse, acabou de estrear a peça "Une

Cena da peça "Une laborieuse entreprise", em cartaz no Théatre de Poche de Montparnasse, em Paris. DR

Entreprise Laborieuse", do israelense Hanokhk Levin, com Luciana Velocci, Yan Denécé e Cédric Revollon. A direção é de Miriam Azencot.

E para falar sobre o enredo, conversamos com a atriz francesa Luciana Velocci: "A peça fala de um casal com 30 anos de vida juntos, 30 anos de pequenas alegrias e grandes esperanças e, como vocês podem imaginar, de decepções. E no meio de uma noite quente de verão, em um camping perdido em Israel, esses "dois planetas" vão entrar em colisão. É uma comédia ácida, uma mistura de humor feroz, trivialidade, violência e falta de compaixão, mas a gente ri bastante", diz a atriz..

A peça estreou esta semana e fica em cartaz até o dia 4 de outubro.

 

 A beleza contra o preconceito

"Arrogance", obra de Xu Zhen, 2014. Foto: Thomas Fuesser

Aterrissando na Áustria, na cidade de Graz, que é um polo cultural, podemos descobrir o universo incrível de um dos grandes nomes da nova geração de artistas chineses, Xu Zhen, no museu Kunsthaus.

Explorando esculturas greco-romanas em novas linguagens, integrando elementos de total modernidade em conceitos antigos e bem estabelecidos,  Xu Zhen provoca e denuncia tabus, preconceitos e conformismo da sociedade chinesa. Um exemplo é a série " MadeIn Company" , um dos trabalhos expostos, uma crítica ao "Made in China "e à globalização selvagem.

As obras são lindíssimas e ficam expostas no museu Kunsthaus de Graz, na Áustria, de 27 de setembro a 10 de janeiro de 2016.

 

Japonismo

Imaginem uma cortina de um grande teatro, subindo e descendo, sobre a qual foram colocadas gravuras

Esculturas e gravuras japonesas da mostra "O Budismo de Madame Butterfly". Foto: MEG, V. Tille

japonesas do final do século XIX reproduzindo estrangeiros no país. Ao fundo, uma ópera de Puccini.

Assim começa a exposição « O Budismo de Madame Butterfly », no Museu de Etnografia de Genebra, na Suíça. O período marca a reabertura do Japão aos outros países depois de quase dois séculos, provocando um fascínio recíproco e o fenômeno do "japonismo", termo usado pelo crítico de arte Philippe Burty ,em 1872.

São mais de dois mil objetos japoneses, da coleção do museu suíço e emprestadas por museus de Londres, Paris e Berna.

De 9 de setembro a 10 de janeiro de 2016, em Genebra.

 

 

 

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