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Exposição Cultura Centro Georges Pompidou Arte

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Exposição resgata história de movimentos de contestação no Centro Pompidou

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A exposição "A Arte da Revolta", no Centro Pompidou, fica em cartaz até o dia 8 de maio. Reprodução de vídeo/Centre Pompidou

Fotografias, vídeos e documentos que serviram para registrar a repressão política e a resistência popular em várias partes do mundo fazem parte de uma exposição em cartaz no Centro Pompidou, em Paris. A mostra "A Arte da Revolta", em cartaz até o dia 8 de maio, é um convite a refletir sobre as lutas sociais sob um ângulo artístico.


De Wall Street às ruas de Madri, do Maio de 1968 à Nuit Debout, as manifestações sociais contemporâneas têm um ponto em comum: contestar um sistema alimentado por injustiças. Em um momento em que a juventude francesa sai em massa às ruas para protestar contra as controversas decisões do governo socialista de François Hollande, a exposição "A Arte da Revolta" vem a calhar. As obras reunidas na mostra documentam manifestações e convidam a uma reflexão sobre a importância de recentes movimentos sociais.

Através de fotos, vídeos e instalações de artistas, como o chinês Ai Wei Wei, dos cineastas Jean-Luc Godard e Alain Resnais, e da franco-australiana Mel O'Callaghan, a exposição questiona os fundamentos ideológicos e antropológicos de protestos contemporâneos pelo mundo, como o Occupy Wall Street, os Indignados, a Primavera Árabe, entre outros. O objetivo é compreender quem são os atores destes protestos, quais são suas reivindicações, suas estratégias e propostas, mostrando que também há beleza na rebeldia.

A exposição faz parte do festival Hors Piste, que está em sua 11ª edição. Além da mostra, o evento também promove ateliês, debates e exibições de filmes que tratam desde a importância das ações políticas urbanas, passando pela representação de combates cidadãos e resgate da história de grupos de contestação das últimas décadas.