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“É difícil sair do estigma do estilista brasileiro em Paris”, diz Francisco Terra

Por Silvano Mendes

A marca Neith Nyer, pilotada pelo brasileiro Francisco Terra, foi escolhida em setembro para fazer parte do Designers Appartment, uma seleção da prestigiosa Federação Francesa da Alta-Costura, que visa apresentar talentos emergentes para a imprensa e compradores internacionais. O estilista, que aprendeu as primeiras noções de costura com a avó, reivindica uma mistura de alta-costura com uma pegada popular e propõe peças que retrabalham os clássicos do guarda-roupa. “Uma saia vai ser sempre uma saia e uma calça vai ser sempre uma calça. Hoje em dia não tem como inventar mais nada”, defende.

Nascido em Minas Gerais, formado na França e com passagem pelos estúdios de criação dos grandes nomes da moda parisiense, como Givenchy e Carven, Terra vem chamando a atenção dos jornalistas desde que criou sua própria marca, em 2013. Depois de um percurso atípico, com direito a uma temporada como funcionário das Nações Unidas, ele faz parte dessa nova geração de estilistas globalizados. Prova disso, suas coleções podem misturar fontes de inspiração como o trabalho de artistas como o francês Ben Elliot e o austríaco Markus Schinwald, ou ainda filmes como Fight Club, que atestam uma adolescência vivida na década de 1990.

Terra não cultiva o clichê do estilista vindo dos trópicos e evita alimentar o “estigma do desnude e do desbunde da moda brasileira”, como ele mesmo define. Mesmo assim, admite que é difícil fugir dessa imagem e que os jornalistas sempre procuram influências vindas de seu país natal nas coleções da Neith Nyer. “Todo mundo vem para o desfile achando vai ter muita gente pelada, muito paetê, muita coisa de carnaval e não é o que acontece”, explica, com bom humor.

Ouça a entrevista clicando na foto acima ou veja o vídeo do desfile Outono-Inverno 2016-17 abaixo. 

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