rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
RFI CONVIDA
rss itunes

Duo Lune & Soleil toca choro e bossa nova em estilo jazzístico

Por Augusto Pinheiro

Os músicos Lourival Silvestre e Francesca Perissinotto, do duo de jazz brasileiro Lune & Soleil (lua e sol, em francês), realizam nesta sexta-feira (27) no Instituto Alter Brasilis, em Paris, uma conferência-concerto. O tema é a história daqueles que consideram os cinco principais estilos da música brasileira: choro, samba, frevo, baião e bossa nova.

"Colocamos cada estilo dentro do contexto econômico e político da época em que surgiram e ilustramos tocando canções ao vivo: a Francesca na voz, flauta e violão, e eu no violão e cavaquinho e, talvez, viola caipira", explica o mineiro Lourival. As inscrições para o evento podem ser realizadas no site do Alter Brasilis.

Os dois formaram o Lune & Soleil na França, em 1981, com o objetivo, desde o início, de tocar o que chamam de jazz brasileiro. "São ritmos tradicionais, como choro e bossa nova, mas em estilo jazzístico", diz Francesca, que é francesa. "Quando a gente fala sobre música brasileira na França, as pessoas geralmente pensam em samba e festa. Então gostamos do termo jazz brasileiro porque dá uma visão mais ampla."

O CD mais recente, "Bonita", conta com canções de Hermeto Paschoal e Tom Jobim, além de composições próprias. "Gostamos muito do Tom Jobim, um grande músico que representa a riqueza da cultura brasileira. Também gostamos muito dos compositores de choro, como Pixinguinha, Waldir Azevedo e Jacob do Bandolim. Eles criaram melodias de uma riqueza muito grande. A gente tem vontade de divulgar essa música, que é muito rica e ainda pouco conhecida na França", diz Francesca.

Trabalhos eruditos

Além de música popular, Lourival também realiza trabalhos eruditos. "Eu estudei composição sinfônica. Na verdade, eu vim para a França para estudar com Olivier Messiaen e também estudei com o Pierre Boulez", conta, citando dois grandes nomes da música erudita do século 20. Lourival, inclusive, já recebeu o primeiro prêmio do Concurso Internacional de Composição de Munique.

Ele também colaborou com os franceses Michel Legrand e Georges Moustaki. "Foram trabalhos enriquecedores e intensos, tudo de alto nível. Com o Moustaki, fiz arranjos para grande orquestra, e toquei na orquestra do Legrand, além de gravar com ele."

 

Viagens do surrealista francês Benjamin Péret pelo Brasil são tema de livro

Mario Bakuna fala sobre tocar clássicos russos com “pegada brasileira”

Startup carioca alia tecnologia de ponta e fornecedores franceses para criar produtos 100% recicláveis

Falhas do Estado explicam aumento de apoio à pena de morte no Brasil, diz pesquisador da HRW

"As pessoas bebem café gourmet em busca de status social", revela sociólogo brasileiro

"Nossa dívida pública é alimentada por mecanismos fraudulentos", alerta ONG da Dívida

Guilherme Pimentel: "O WhatsApp é uma ferramenta de denúncia da violência policial no Rio"

"Condenado, preso ou livre, Lula é fator mais relevante da eleição 2018”, diz cientista política

“Me sinto adotado pelos músicos brasileiros”, diz violinista francês Nicolas Krassik

"É urgente transformar o consumo", diz estilista brasileira vencedora de prêmio em Paris

“Lisboa é uma ‘cidade resort’”, afirma membro de associação turística

Sommelière ensina como economizar na hora de escolher vinhos para o Natal

"Trabalhar com cultura piorou muito desde o golpe", diz a coreógrafa Lia Rodrigues

"Número de suicídios de adolescentes cresce no Brasil", revela Marlene Iucksch

Livro "A Árvore Oca” nos faz refletir sobre as nossas buscas e escolhas