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Cultura
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Festival de fotos espalha 98 exposições por 32 cidades da Grande Paris

Por Patricia Moribe

De dois em dois anos, para os amantes da fotografia, novembro era sinônimo de Mês da Foto em Paris. A capital se enchia de eventos e exposições ao ar livre. Este ano, os organizadores decidiram antecipar o festival para abril e expandir o perímetro geográfico.

Rebatizado de Mês da Foto - Grande Paris, o festival apresenta 96 exposições, incluindo uma série de fotos de Sebastião Salgado de 1978, espalhadas por 32 cidades da região de Île-de-France, que inclui Paris. Há outros nomes que são referência da foto, como Henri Cartier Bresson, Walker Evans, Robert Mapplethorpe e JR. Mas também iniciantes e coletivos.

Mas por que abril? O novo diretor do evento, François Hébel, que já esteve à frente dos Encontros de Arles, outro festival obrigatório para quem aprecia fotografia, e da agência Magnum, explica que novembro já é um mês intenso na capital e que abril, junto com a primavera, estimula as descobertas.

Hébel explica que estender o Mês da Foto à chamada Grande Paris é também ampliar o território da fotografia. Todos os grandes espaços parisienses participam do evento – o Grand Palais, o Centro Pompidou, o Jeu de Paume e espaços especializados na imagem, como a MEP (Casa Europeia da Fotografia), o Bal e galerias. Mas também locais inusitados na periferia, como galpões abandonados, saguões de cinema, escolas e ateliês.

O festival propõe percursos nos finais de semanas em determinados subúrbios, com translados gratuitos de um lugar para outro ou com mapas indicando os caminhos a pé. A RFI acompanhou o primeiro circuito, indo pela periferia nordeste de Paris.

"Mobilete era o jegue moderno em Guadalupe"

Em uma oficina mecânica desativada de Pantin, Gilles Elie-Dit-Cosaque apresenta “Ma grena’ et moi”, sobre a relação fiel de muitos habitantes da Guadalupe em relação a uma mobilete que era fabricada em Pantin.
“Era um orgulho ter uma mobilete daquelas na Guadalupe. Elas chegaram da França entre 1960 e 1970. Resistiam a tudo e eram fáceis de serem consertadas. Era o veículo que levava o trabalhador para o trabalho, para o campo. Era o jegue moderno, também um objeto de ostentação”, disse o artista à RFI.

A mobilete na Guadalupe é tema de exposição em Pantin, periferia de Paris. Foto: Patricia Moribe

Mais adiante em Pantin, um galpão condenado abriga uma dupla exposição sobre os banhos públicos em Paris, muito usados quando ter um chuveiro em casa era um luxo. Florence Levillain fotografa os usuários de hoje, entre refugiados, desempregados e desabrigados. Já Laurent Kruszyk mostra a bela arquitetura desses locais.

Mais uma caminhada de meia hora numa tarde ensolarada de domingo nos leva ao cinema 104, também em Pantin, um local despretensioso que abriga um pequeno tesouro. Em 1978, a prefeitura de La Courneuve contrata um jovem brasileiro, Sebastião Salgado, para retratar a Cité des 4000  ("Cidade dos quatro mil"), conjunto habitacional popular do pós-guerra. As imagens em preto e branco conseguem extrair o lado humano do cotidiano dos moradores do local.
 

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