rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês

Cannes 2017 Cinema Cultura

Publicado em • Modificado em

Filmes de época marcam o dia no Festival de Cinema de Cannes

media
Kirsten Dunst e Colin Farrell em “O Estranho que nós amamos”, de Sofia Coppola. Universal Pictures International France

O festival de Cannes volta no tempo nessa quarta-feira (24), com dois filmes históricos na competição pela Palma de Ouro. Enquanto uma adaptação literária reúne estrelas de Hollywood sob a batuta de Sofia Coppola, uma produção francesa retraça parte da vida do escultor Auguste Rodin.


Enviado especial a Cannes

A França é representada neste dia de competição por um de seus monumentos históricos: o escultor Auguste Rodin. Durante duas horas, o diretor Jacques Doillon conta uma das principais fases da carreira do artista, cujo centenário da morte é lembrado este ano.

O cineasta retrata o escultor em um dos momentos mais dinâmicos de sua carreira, quando recebe uma encomenda pública para a realização da "Porta do Inferno", uma de suas obras mais emblemáticas, seguido da estátua de Balzac. Porém, mesmo se o filme tenta mostrar os dilemas do artista, boa parte da trama se concentra, mais uma vez, na relação tumultuada que ele manteve com sua discípula e amante, a escultora Camille Claudel.

O outro filme do dia é o esperado “O Estranho que nós amamos”, de Sofia Coppola, trama que tem como pano de fundo o sul dos Estados Unidos durante a guerra da Secessão. A produção já basta por seu elenco de peso, formado por Colin Farrell, Kirsten Dunst e Elle Fanning, além de Nicole Kidman, presente em quatro produções este ano em Cannes.

Na história, um soldado ferido é acolhido em um internato por seis mulheres, criando uma tensão sexual imediata. Todas querem seduzi-lo e apesar dos diálogos meio rígidos, os momentos de suspense e até algumas piadas agradaram durante a sessão para a imprensa em Cannes.

Como no caso de "Rodin", a pesquisa histórica para a reconstituição dos figurinos e das locações de época é impecável. Mas se na produção francesa o realismo é bastante presente, Sofia Coppola foi além, e conseguiu construir verdadeiras pinturas em praticamente cada cena.

“O Estranho que nós amamos” é a segunda adaptação para as telas do livro “A Painted Devil”, de Thomas Cullinan. Mas os fãs de Sofia Coppola verão certamente nesse filme uma espécie de “As Virgens Suicidas” de época, mas desta vez com personagens bem mais diabólicas.

Acompanha a cobertura do Festival de Cinema de Cannes no site da RFI.