rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
  • Boris Johnson anuncia um "excelente novo acordo" com a UE
RFI CONVIDA
rss itunes

Seu Jorge canta Bowie e vive Pixinguinha no cinema

Por Patricia Moribe

Jorge Mário da Silva, mais conhecido como Seu Jorge, está em turnê internacional com um concerto muito especial em homenagem a David Bowie. “É um tributo para a beleza de sua obra, por tudo o que ele fez pela música”, disse o artista em entrevista exclusiva à RFI Brasil durante o festival Jazz à Vienne, no sudeste da França.

Em cena, Seu Jorge se veste como o personagem Pelé dos Santos, do filme “Vida Marinha com Steve Zissou” (2004), do diretor americano Wes Anderson, todo de azul claro e um gorro vermelho. Como no filme, ele canta, acompanhado só de violão, grandes sucessos de David Bowie.

O que era para ser apenas um tributo em show nos EUA após a morte de Bowie, virou uma turnê europeia de muito sucesso neste verão do hemisfério norte. Em Paris, ele cantou no mítico Olympia. Em Vienne, o vozeirão de Seu Jorge preencheu a arena do Teatro Antigo, do século I, emocionando o público.

“É emocionante ver como essas músicas mexem com as pessoas”, disse seu Jorge à RFI. “Para mim é uma viagem pessoal e musical, em homenagem também a meu pai, que morreu três dias depois do Bowie”, acrescenta.

Samba no DNA

Paralelamente, Seu Jorge também está em turnê com um outro show, promovendo seu último álbum: “Música para churrasco II”. Sobrinho de Jovelina Pérola Negra e primo do sambista Dudu Nobre, o samba e a música estão no DNA.

Mas projetos são o que não faltam para esse artista nascido em Belford Roxo, em 1970. No cinema, onde ganhou destaque internacional após "Cidade de Deus", Seu Jorge acaba de viver um outro monstro sagrado da música, Pixinguinha, em filme de Denise Saraceni que deve ser lançado no segundo semestre.

Pixinguinha e Erasmo

Seu Jorge fala de Pixinguinha com paixão e conhecimento. Cita o nascimento ainda no século 19, poucos anos após a abolição da escravatura, e as dificuldades da época suplantadas pela genialidade musical. Mas o mais impressionante, conta Seu Jorge, é que o artista foi um “personagem ímpar, sem conflitos, sempre amado e respeitado”. E acrescenta: “Dele eu também herdei a flauta, que eu uso antes dos shows, para me concentrar e esquentar a voz”.

Uma novidade no movimentado currículo de Seu Jorge é a de ser produtor de cinema, além de ator. A experiência chama-se “Soundtrack”, todo em inglês, com Selton Mello no papel principal, em cartaz no Brasil. “O mais complicado foi o lançamento ser no mesmo dia do Homem Aranha”, ri Seu Jorge. Outro filme já “na lata” é “Paraíso Perdido”, de Monique Gardenberg, no qual Seu Jorge contracena com ninguém nada menos que Erasmo Carlos.

Conferência Internacional [SSEX BBOX] em Paris tem Jean Wyllys e Lea T na programação

Ao canonizar irmã Dulce, papa Francisco promove humanismo, diz biógrafo da religiosa brasileira

Brasil vendia imagem de país cordial, mas sempre foi autoritário, diz Lilia Schwarcz

"Descoberta mudou a física e a astronomia”, diz cientista brasileiro que pesquisou com novo Nobel

“Sucesso do cinema brasileiro não é acidente, foi plantado há vários anos”, diz Karim Ainouz

Da janela de um arranha-céu de Porto Alegre, Rodrigo John filma a “virada histórica” do Brasil de 2013 a 2018

“Desmonte da cultura é um verdadeiro pesadelo no Brasil” diz Julio Bressane, homenageado no Festival de Biarritz

“Surto de desmatamento na Amazônia se explica pela chegada do governo Bolsonaro”, diz cientista do INPA

Documentário sobre greve de caminhoneiros no Brasil é exibido em Paris

"Jacques Chirac vai ser lembrado como um bon vivant", diz escritor Gilles Lapouge

Violência no Brasil é fruto do aparato repressivo herdado da ditadura, diz filósofo Edson Teles

Festival 'Brésil en Mouvements' celebra 15 anos com 11 filmes inéditos e participação da família de Marielle Franco

Pesquisadores formam rede para divulgar acervos estrangeiros sobre cultura brasileira

"João Gilberto sintetizou o samba", diz Bernardo Lobo ao homenagear compositor em Paris

Em Paris, soprano brasileira Camila Titinger canta na ópera Don Giovanni

Artista plástico Oscar Oiwa expõe em Paris obras de três cidades ligadas pelas Olimpíadas

Revista Vesta discute os desafios das adoções que “não dão certo”