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Margareth Menezes canta Gil e Caetano na Lavagem da Madeleine em Paris

Por Augusto Pinheiro

A cantora e compositora baiana Margareth Menezes, que completa  30 anos de carreira, se apresenta nesta sexta-feira (8) no Festival Cultural Brasileiro da Lavagem da Madeleine, em Paris. Trata-se do maior evento de rua brasileiro da Europa, inspirado na lavagem da Igreja do Bonfim, em Salvador, de sincretismo entre o catolicismo e o candomblé.

“Meu show é uma festa. Cantar nesse evento que existe há 16 anos é especial. É um festival lindo, voltado a mostrar a alma da cultura brasileira. É um grande prazer participar. O Robertinho (Roberto Chaves, organizador) é um baiano da gema, que trouxe essa pitada da Bahia e do Brasil para a França”, disse Magareth em entrevista à RFI Brasil.

Ela vai tocar algumas canções do CD “Para Gil e Caetano”, lançado em 2015, em homenagem aos 50 anos de carreira dos dois mestres da MPB, e também seus grandes sucessos. “Vou misturar as variedades de ritmos que temos na Bahia."

Nascida em Salvador, a cantora já participou da lavagem da Igreja do Bonfim. “Ela faz parte da nossa vida. Minha família mora exatamente naquela área, eu nasci naquele bairro. É um evento que propõe uma reflexão sobre a paz. São milhares de pessoas caminhando 8 km até a igreja, vestidas de branco”, conta.

Ela lembra que, quando criança, via a procissão passando perto da sua casa. “Acho muito bonito reproduzirem isso na França.”

Aretha Franklin brasileira

Em reportagem publicada na quarta-feira (6) sobre o festival, o jornal francês Le Parisien definiu a artista como “ícone da música afro-pop e Aretha Franklin brasileira”.

“Eu agradeço a comparação porque ela é uma cantora de um padrão bem bacana. Acho que cantar é algo que já nasceu comigo. Desde menina ser cantora era algo bem natural para mim. É algo que eu faço com muito amor, e eu quero cada vez mais poder representar melhor nosso país e a nossa música.”

Com sua voz potente, ela ficou conhecida no Brasil, nos anos 1990, por interpretar clássicos do Carnaval como “Faraó” e “Elegibô” – esta última ainda tocada em bares e clubes parisienses.

“A França sempre me abraçou, desde a primeira vez que eu estive aqui. Eu era bem novinha e quis logo conhecer a Torre Eiffel, acho um lugar lindo. Hoje já fui lá visitá-la, como faço todas as vezes que estou aqui. Este país dá exemplo no tratamento e na valorização da sua cultura e também dá oportunidade para outras culturas.”

Atualmente Margareth se dedica à gravação de músicas novas e realizará um show em comemoração aos 30 anos de carreira, no dia 23 de novembro, na Concha Acústica, em Salvador

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