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Jorge Antunes: “Faço música eletrônica para mexer com intelecto, e não com o esqueleto”

Por Mauricio Assumpção

O compositor brasileiro Jorge Antunes está de passagem por Paris para divulgar seu novo trabalho. Além de um CD, o artista pioneiro da música eletrônica apresentou na capital francesa uma projeção de uma ópera baseada na vida de Olga Benário Prestes.

Atuante desde o início dos anos 1960, Antunes é um artista eclético, que compõe desde ópera a marchinha de carnaval, passando por música de câmara. Mas ele é conhecido principalmente por ser considerado o “pai da música eletrônica no Brasil”.

“Muitos jovens que frequentam baladas hoje pensam que a música eletrônica surgiu no final dos anos 1960, como Tangerine Dream ou Kraftwerk, mas poucos conhecem a história que começou em Paris, com Pierre Schaeffer, em 1948”, comenta o compositor, lembrando que esse estilo musical vai muito além das raves que o popularizou. “Eu costumo dizer que a música eletrônica que faço é para mexer com o intelecto, enquanto a outra, a música de rave, é para mexer com o esqueleto”, brinca.

O compositor está em Paris para lançar o CD Jorge Antunes – Meus pianistas, projeto no qual apresenta obras compostas para amigos interpretarem no piano. Ele também participou de uma projeção do filme da ópera Olga, uma obra baseada na vida de Olga Benário Prestes. “A ópera é o gênero onde me realizo por completo, pois tem cena, teatro, texto”, comenta o compositor, que reivindica a vontade de misturar diferentes disciplinas em seu trabalho.

Além disso, Antunes sempre acrescenta um viés político e quase militante em sua obra, como em suas óperas de rua. “Esse é o modo que tenho visto para contribuir na luta contra a canalhice vigente no Brasil, tanto em Brasília quanto na política nacional”, lança. “O compositor não pode ficar em uma torre de marfim, afastado da sociedade”, conclui.

Assista a entrevista completa abaixo ou clique na foto acima.

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