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Cartas de Proust serão digitalizadas e disponibilizadas na internet

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O escritor francês Marcel Proust (1871 - 1922).

Os fãs de Marcel Proust e da literatura mundial já podem comemorar. As universidades americana de Illinois e francesa de Grenoble vão digitalizar e disponibilizar on-line, de forma gratuita, cerca de 6 mil cartas escritas ou recebidas pelo escritor francês.


A relação entre o autor de "Em busca do tempo perdido" e a Universidade de Illinois, no norte dos Estados Unidos, se encontra na figura de um de seus professores, o americano Philip Kolb. Graças a ele, toda a correspondência conhecida e acessível de Marcel Proust, cerca de 5,3 mil cartas, divididas em 21 volumes, foi publicada, e outras centenas identificadas.

As trocas de correspondência do escritor francês foram muito maiores, 20 mil documentos, segundo Kolb, mas a maioria foi destruída, ou extraviada.

A Universidade de Illinois já comprou 1,2 mil cartas e continuará comprando enquanto o orçamento lhe permitir, segundo indicaram o professor François Proulx e a bibliotecária responsável pela coleção, Caroline Szylowicz. A literatura epistolar daquele que é considerado por muitos o escritor francês mais importante do século XX é regularmente leiloadas por dezenas de milhares de euros.

Para dar vida a essa correspondência, a Universidade de Illinois começará a sua digitalização nas próximas semanas, em colaboração com as instituições francesas Universidade de Grenoble, o Instituto de Textos e Manuscritos Modernos e a Biblioteca Nacional da França. O projeto começará digitalizando 200 cartas relacionadas à Primeira Guerra Mundial, que têm a sua disponibilização on-line prevista para novembro de 2018, no centenário do armistício. "Isso nos permite ter um primeiro conjunto coerente na vitrine", explica Proulx.

"Não estávamos muito convencidos de que as cartas de sua juventude fossem as mais interessantes para começar", assinala Szylowicz sobre esta primeira fase, apoiada pela embaixada da França.

Saúde frágil de Proust o poupou da guerra

Por conta de sua saúde frágil, Marcel Proust não lutou na guerra, diferentemente de seu irmão mais novo, Robert, com que manteve correspondência enquanto ele estava no front.

As cartas que serão disponibilizadas on-line serão publicadas acompanhadas de uma indicação: "isso permite decifrar a escrita de Marcel Proust, que nem sempre é fácil de ler", continua Proulx. O site também irá disponibilizar links para artigos da imprensa aos quais as cartas fazem referência.

O objetivo do projeto, cuja data de término ainda não foi definida, é colocar on-line toda a correspondência disponível do escritor francês.

(Com informações da AFP)