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“Na diáspora, escrever é um exercício diário de volta à nossa cultura”, diz Sônia Palma, autora radicada na Inglaterra

Por Mauricio Assumpção

Em outubro passado, a cidade de João Pessoa, na Paraíba, recebeu o primeiro encontro do Mulherio das Letras, o coletivo de mulheres autoras, editoras e profissionais do mercado editorial brasileiro, que já conta com 5 mil membras. Neste sábado (25), a seção europeia do Mulherio realiza o seu primeiro encontro em Paris, reunindo nove escritoras radicadas na Europa. No estúdio da RFI, recebemos a autora Sônia Palma.

As descobertas de Amana nas matas de Utiariti é o nome da obra infanto-juvenil de Sônia Palma, que mora na Inglaterra há quatro anos.

Publicado em 2014, numa edição bilíngue (português/inglês), o livro surgiu a partir da experiência de trabalho da autora com indígenas do Mato Grosso, quando fazia um mestrado em Educação Ambiental nas aldeias do Parque Indígena do Xingu.

Agora, Sônia milita pela maior visibilidade das autoras brasileiras do Mulherio das Letras na Europa, com mais de 150 membras reunidas na sua página no Facebook. São mulheres que, como ela, enfrentam não só as dificuldades impostas às mulheres que querem escrever, mas também a solidão do exílio.

“Eu não me considero uma escritora. Eu me considero uma mulher, vivendo na diáspora, e que escreve na diáspora. Isso é muito complicado. Eu vivo numa cidade onde não há outros brasileiros. Sou a única brasileira de uma cidade muito pequena. Logo, eu só tenho amigos ingleses com quem conversar. Escrever (em português) é um exercício diário de volta à minha cultura”, explica Sônia.

Clique no box abaixo para assistir à entrevista completa da escritora Sônia Palma.

 

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