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"Podemos nos afogar nas paisagens brasileiras", diz pintora francesa Guillaine Querrien

Por Márcia Bechara

Há 30 anos ela se divide entre duas cidades maravilhosas: Paris e Rio de Janeiro. E ela não só se divide entre duas capitais cheias de brilho próprio, como também retrata o que vê em telas e cores. A exemplo de outros artistas brasilianistas, ela se apaixonou pela exuberância e pela diversidade tropical das paisagens brasileiras, que retrata através de técnicas diferentes. O RFI Convida a pintora francesa Guillaine Querrien, em cartaz com a exposição O Sopro da Natureza na galeria Sagot – Le Garrec, em Paris.

(Para ouvir a entrevista na íntegra, clique na foto acima)

"Antes de chegar ao Rio de Janeiro, é verdade que eu não trabalhava muito com o tema da natureza. Mas vivendo no Jardim Botânico, onde a natureza é tão presente, comecei a desenhar muito por lá, formas que chegaram a ficar abstratas porque têm muita energia. Comecei a desenhar e esses desenhos foram para dentro das minhas gravuras e das minhas pinturas", conta a artista plástica Guillaine Querrien. 

maré baixa, óleo sobre tela, 114X146cm 2016 @guillaine querrien

"Faz anos agora que trabalho sobre temas marítimos, gosto muito de trabalhar sobre o mesmo assunto, até desenvolver uma linguagem própria que vem sem que eu tenha que pensar tanto. Vira elementos que passam de um desenho para outro. Costumo fazer a mesma paisagem 20 vezes", detalha Querrien.

Predileção pelas paisagens

"A paisagem é uma situação onde você pode se afogar completamente, você fica numa situação de percepção pura. Talvez eu conseguisse fazer isso com modelos. Mas eu gosto muito de natureza, desde sempre foi uma emoção muito forte ficar perto", afirma a artista.

"Tenho todo um processo que começa no local onde desenho, até digerir os dados para chegar no trabalho de pintura", diz Querrien, que completa: "certamente, nós, franceses, temos uma distância em relação à paisagem brasileira. No começo estava totalmente maravilhada porque a natureza no Brasil tem uma força muito maior. A sensação no Rio e que você tem que lutar para que a natureza não ocupe tudo. Na França é o contrário".

Para conhecer o trabalho da artista Guillaine Querrien sobre paisagens brasileiras, clique aqui.

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