rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
Brasil-Mundo
rss itunes

"Viva: a Vida é uma Festa", da Pixar, conta com trabalho de animadora paulista

Transformar traços em obra de arte animada. Histórias infantis em um trabalho estético impecável e multicolorido. Esse é um dos superpoderes da animadora brasileira Priscila Vertamatti, que trabalha há cinco anos na Pixar, na cidade de Emeryville, na Califórnia. Ela é uma das desenhistas que assinam o badalado "Viva: a Vida é uma Festa" - que acaba de estrear no Brasil. 

Cleide Clock, correspondente da RFI em Los Angeles

A nova animação da Pixar é favorita ao Oscar de animação e aos principais prêmios da categoria nessa temporada. "Viva: a Vida é uma Festa" mostra de maneira lúdica e emocionante como é celebrada a tradição do Dia dos Mortos, no México.

Essa emoção parece ter feito parte da própria produção do filme, como contou Priscila Vertamatti à RFI. "Quando eu estava animando as cenas, sentia vontade de chorar porque lembrava das pessoas que se foram da família. Mas temos que lembrar dos momentos bons também que as pessoas deixaram. É isso o que eles fazem no México, e que o filme, supercolorido, mostra", diz.

A animadora nasceu em Vinhedo, interior de São Paulo, e se mudou há 10 anos para os Estados Unidos para fazer faculdade. Em seguida,  fez estágios nos estúdios da Disney e da Pixar, no qual foi contratada. A paulista, que cita como influências de seus trabalhos filmes como "O Rei Leão", de 1994, já trabalhou em filmes da gigante da animação, como "Universidade Monstros", "Procurando Dory", "Carros 3" e "Divertida Mente" - ganhador do Oscar de Melhor Animação em 2016

Animação de personagens

À RFI, a paulista explicou como é o trabalho de animador. "A gente recebe o design pronto de um personagem e damos vida a eles com movimentos e expressões. É o diretor quem nos fala o que o personagem tem que fazer", afirma.

Segundo Priscila, leva-se, em média, uma semana para animar quatro segundos de filme. Em "Viva: a Vida é uma Festa", ela animou as cenas do cachorro Dante, de Pepita, um animal mágico e do menino Miguel, personagem principal. Ele vai em busca do sonho de ser músico e descobre que às vezes pode levar uma eternidade para uma verdade ser revelada.

"Acho que o filme tem muitas mensagens. Primeiro tem a parte de valorizar a família, mas também lembrar dos que já foram", observa.

A animação bateu recorde de bilheteria no México, tornando-se a produção com maior arrecadação na história do país e a exaltação da cultura em um momento importante para os mexicanos, que moram nos Estados Unidos e se viram diante de ofensas e discriminação, vindas do presidente Donald Trump

A música tema do filme, "Remember Me", também é uma das favoritas ao prêmio de melhor canção na temporada de prêmios 2018. Ela foi composta por Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, dupla que escreveu "Let It Go", de "Frozen" (2013), e é interpretada pelos vencedores do Grammy, Miguel e Natalia Lafourcade.

Na Pixar, descontração é produtividade

Prsicila também contou à RFI como é trabalhar na Pixar, que aposta na descontração para fazer render em produtividade. Em pleno expediente, os funcionários se deslocam pelos corredores em patinetes, batem papo nos cafés e salas de lanches, brincam nas mesas de pingue-pongue ou jogam videogame. 

O passatempo predileto da animadora paulistas são, aliás, os games, "para descansar ou para ganhar mais inspiração e ideias para o trabalho que exige paciência e concentração". 
 

Brasileiros que vivem em Portugal avaliam governo de esquerda, conhecido como “geringonça”

Em Los Angeles, Rafinha Bastos quer dominar a arte da comédia em inglês

Depois de palhaço e trapezista, brasileiro vira piloto de globo da morte em Dubai

Antônio Fagundes volta aos palcos portugueses com a comédia “Baixa Terapia”

Brasileiros que querem se mudar para Israel esperam resultado das eleições para tomar a decisão

Jovem cientista brasileira ajuda a criar plataforma mundial sobre alimentação

Tereza Ventura mudou-se há um ano para a Alemanha para investigar o ativismo pós-colonial

Turismo religioso leva brasileiros à Jordânia, conta a agente de turismo paranaense

Compositor brasileiro transforma "O Sétimo Selo", de Ingmar Bergman, em ópera na Suécia

Bernardo Lobo diz que seu processo de criação artística mudou para melhor em Lisboa

Nostalgia soviética é objeto de estudo de historiador brasileiro em Moscou

Na Itália, jovens de Ribeirão Preto usam a hipnose como arte e experimento social

“É melhor ser negro na Rússia do que no Brasil”, diz músico que trocou São Paulo por Kazan