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Festival Dança em Trânsito traz artistas brasileiros para Paris

Por Elcio Ramalho

Paris acolhe durante os dias 9 e 10 de junho um projeto desenvolvido no Brasil: o Festival “Dança em Trânsito”, um conceito artístico singular, focado em dança contemporânea.

Criado pela coreógrafa Giselle Tápias, o projeto, que completa 16 anos, faz parte de uma network reunindo mais de 50 cidades pelo mundo, a CQD, Cidades Que Dançam. O objetivo é democratizar as mais diferentes manifestações artísticas, expandindo as apresentações para além dos palcos tradicionais de teatro, como ruas e outros espaços urbanos.

No Brasil, a maior parte da programação é desenvolvida no Rio de Janeiro, onde surgiu o festival, e em Florianópolis. No entanto, o projeto já alcançou mais de 40 cidades em diferentes regiões, e, na edição de 2018, vai passar também por Brasília, Curitiba e São Paulo. 

Segundo Flávia Tápias, coreógrafa e codiretora do Festival juntamente com sua mãe, Giselle, o Dança em Trânsito trafega por diferentes públicos pois a intenção é a “democratização” dos estilos, apesar do foco na dança contemporânea. “A dança contemporânea permite o diálogo com muitas outras danças e artes”, justifica Flávia. “Mas existem muitos trabalhos de circo, hip hop e teatro”, acrescenta.

A seleção dos dançarinos e grupos para participar do festival é feita por meio de editais.

Transitando por outros palcos

Pela primeira vez, o Dança em Trânsito atravessa o Oceano Atlântico para se apresentar em diferentes cenários da capital francesa. Giselle e Flávia reuniram dançarinos brasileiros que moram em Paris ou vieram do país especialmente para realizar esse trabalho.

A exceção é um bailarino africano, de Burkina Faso, convidado especialmente para fazer parte da programação e da residência artística de uma semana no espaço cultural Les Récollets.

A escolha pela França como primeira internacionalização do projeto é resultado de uma longa parceria do Dança em Trânsito com a prefeitura de Paris. Flávia já residiu no centro cultural há três anos, o que facilitou o intercâmbio.

Durante o final de semana, os jardins do Centro Récollets, que é um centro de artistas de diversas áreas, será o principal cenário das manifestações, mas também estão previstas atividades em áreas livres do antigo convento que funcionava no local e no Point Ephemère, local de diferentes manifestações artísticas, à beira do badalado Canal Saint-Martin, na capital francesa.

A experiência em Paris deve ser o ponto de partida para futuras iniciativas envolvendo outros países. "É importantes para o artista brasileiro trafegar, levar sua arte para um outro país. Além de trazer artistas para o Brasil, queremos levar os brasileiros para fora; isso virou uma meta do festival”, afirma.

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