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Ruínas do Convento do Carmo em Lisboa viram cinema a céu aberto

Por Silvano Mendes

Entre os dias 20 de agosto e 1° de setembro as ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, se transformam em um verdadeiro cinema a céu aberto. Pelo segundo ano consecutivo, o monumento acolhe um ciclo de filmes, vindos do mundo todo, entre eles o brasileiro Aquarius.

O ciclo é organizado pela Filmin, uma plataforma portuguesa de vídeo on demand dedicada ao cinema independente, que se associa ao Museu Arqueológico do Carmo, onde se encontra o monumento. Os filmes são projetados ao cair da noite, às 21h30, entre as colunas das emblemáticas ruínas da Igreja do Carmo.

“O ano passado foi um sucesso além das nossas expectativas, então este ano passamos de uma semana para duas semanas de programação”, celebra Stefano Savio, responsável pela Filmin. Além disso, os organizadores estão prevendo uma capacidade maior, pois na edição anterior muita gente ficou do lado de fora, já que o número de lugares é limitado. “Por isso aconselho que comprem os bilhetes com antecedência”, alerta o produtor. Os ingressos estão disponíveis em sites de venda pela internet, como a Fnac.

A programação é eclética e começa com o filme português “Peregrinação”, de João Botelho, que estará presente na projeção, assim como os diretores de “Com amor, Van Gogh”, Dorota Kobiela e Hugh Welchman. Fazem ainda parte da lista “Uma mulher fantástica”, de Sebatián Lelio, “O dia mais feliz da vida de Olli Mäki”, deJuho Kuosmanen, e“O sacrifício do cervo sagrado”, deYorgos Lanthimos, entre outros.

Aquarius, reflexo da especulação imobiliária em Portugal

O Brasil é representado por “Aquarius”, de Kléber Mendonça. “É um filme forte e interessante, que fala de uma temática muito atual em Lisboa e Portugal”, comenta Savio, em alusão à especulação imobiliária denunciada atualmente no mercado português e que, de uma certa maneira, se reflete na história da personagem Clara, interpretada por Sonia Braga.  

A Filmin propõe em seu catálogo filmes que têm vocação a serem assistidos em casa, na tela do computador. Mas Savio ressalta a importância das projeções em telonas. Talvez por essa razão o ciclo termine com “Cinema Paradiso”, filme franco-italiano de Giuseppe Tornatore, que fala justamente do dilema das salas de projeção em um momento de transformação na maneira de apreciar a 7ª arte.

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