rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
RFI CONVIDA
rss itunes

Após turnê internacional, cantora Flávia Coelho volta ao estúdio em Paris para gravar 4° álbum

Por Márcia Bechara

Após terminar uma longa turnê do álbum "Sonho Real", elogiado pela imprensa francesa, a cantora e compositora brasileira Flávia Coelho entra em estúdio em Paris para gravar seu quarto disco. No RFI Convida ela faz um balanço da carreira e fala dos novos projetos.

* Para ouvir a entrevista na íntegra, clique na foto acima

Flávia Coelho nasceu no Rio de Janeiro e se instalou em Paris em 2006. De lá para cá, foram três álbuns gravados em terras gaulesas, respectivamente "Bossa Muffin" (2011), "Mundo Meu" (2014) e "Sonho Real" (2016). Com este último, ela acaba de realizar uma grande turnê mundial.

“Começamos em 2018 no Brasil, no festival Porto Música em Recife, depois fomos para a Índia, África, África do Sul, Moçambique, conheci a cidade de Maputo, onde as pessoas nos receberam com o coração aberto, fomos a Cabo Verde, Alemanha, Luxemburgo. Agora estamos voltando para a Alemanha, mas passamos também pela Inglaterra, tocamos com o grupo Baiana System, foi lindo”, conta a cantora.

Entre as novidades, a Flávia revelou que acaba de assinar com uma gravadora no Brasil para lançar uma compilação com todas as músicas gravadas nos últimos quatro discos na França. “Não posso contar ainda o nome da gravadora, pois acabamos de assinar e preciso esperar”, diz, entre sorrisos. “Passei 26 anos no Brasil. Falo da situação do país quando escrevo e canto, gosto de contar as histórias brasileiras, não posso esquecer meu país. Quero, sim, cantar no Brasil, e faço o possível pra isso”, afirma Flávia Coelho.

Para o quarto disco, a batida e o ritmo franco do sound system devem voltar a marcar presença. “Mais uma vez, toda a minha música tem uma ligação direta com minha história de vida. Sempre haverá no meu mundo o sound system, o funk, o hip hop, o reggae. E, é lógico, com todas essas viagens à África lusófona, que se aproxima de nós, brasileiros. Estou ligada a esses ritmos, como o funaná, por exemplo, que era uma música proibida em cabo Verde até o momento da independência, muito próxima de alguns estilos nordestinos, uma espécie de forró acelerado, parece um baião”, relata a cantora.

“Com a África lusófona, não temos a barreira da língua. Passamos pela mesma colonização. Temos as mesmas qualidades e defeitos dessa colonização que passou pela nossa casa”, avalia Flávia. “A identificação é direta”, conta.

Nem tudo vem da bossa nova ou do samba

A cantora brasileira, que se sente incomodada com os clichês redutores que possam etiquetar a música brasileira na Europa, diz que isso começou a mudar. “Uma porta já tinha sido aberta por Gilberto Gil, depois essa mesma porta foi fechada, por causa de alguns fenômenos musicais que trouxeram o Brasil de novo para a linha dos clichês, mas existe uma galera nova incrível, aparecendo aqui na Europa, como o Criolo, o Emicida, a Karol Conká, o Rincón Sapiência, a Xênia França, o Bahiana System que acabou de fazer uma turnê incrível aqui na Europa”, diz.

“Se a gente conseguir dar uma contribuição para a galera ver que existem outras coisas sendo feitas, melhor ainda. Essa mudança está chegando sim”, afirma a artista. Sobre referências musicais, a cantora lembra de Elza Soares: “eu gostaria que Elza Soares não fosse apenas o assunto do momento, mas o assunto do tempo inteiro. Ela sempre esteve presente na vida da gente e só agora estamos valorizando a riqueza dessa senhora”, diz Flávia Coelho.

“Uso da religião está sendo deturpado nas eleições", diz médium Divaldo Franco

“Minha música é um engajamento pela liberdade”, diz gaúcho radicado na França

“Apenas distanciamento histórico vai explicar o que deu errado no Brasil”, diz cineasta Filipe Galvon

"Brasileiros querem coisas novas, mesmo que elas piorem para depois melhorar", diz Luiz Olavo Baptista

Jussara Korngold: "Brasileiros contribuiram para entrada do espiritismo nos EUA"

Documentário sobre ocupação do prédio do IBGE durante Rio 2016 é lançado na França

“Brasil virou um território da burrice”, diz escritor Bernardo Carvalho

“Há uma crença de que um regime mais militarizado colocaria ordem no Brasil”, diz historiadora da USP

Campanha da extrema direita mergulha Brasil em momento regressivo, diz especialista em segurança

"Faremos políticas públicas de alto impacto e baixo custo", diz cocandidata da Bancada Ativista de SP

Bolsonaro é produto de "avacalhação" da democracia brasileira, diz analista

Tudo o que você precisa saber para votar nas eleições brasileiras de 2018 em Paris

“Eu quis mostrar o ciclo criminoso que persiste no sertão brasileiro”, diz cineasta Eduardo Morotó em Biarritz

“Era inimaginável ver alguém defendendo a volta da ditadura, como hoje no Brasil”, diz a cineasta Flávia Castro

“Bolsonaro representa a banda podre do Brasil”, diz cartunista Adão Iturrusgarai

Bela Gil em festival Slow Food na Itália: “É importante conhecer quem produz o alimento”

Sabores do Brasil recebe “30% de brasileiros saudosos e 70% de franceses curiosos” em Paris