rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
RFI CONVIDA
rss itunes

Pintora brasileira radicada na França denuncia desmatamento da Amazônia em telas gigantes

Por Maria Paula Carvalho

Dalva Duarte deixou Carolina, no Maranhão, há mais de 40 anos para perseguir um sonho: estudar na Escola de Belas Artes de Paris. E desde então, a artista viaja o mundo fazendo exposições de suas pinturas a óleo. Depois de passar por muitos países, ela se instalou definitivamente no sul da França, onde encontrou um refúgio para a sua inspiração.

 

“Eu voltava dos Estados Unidos para a França, voltando para a minha pátria de adoção, e estava procurando um espaço grande porque eu já estava pintando os 24 Caprichos de Paganini, que é um trabalho de 92 metros, pintado dos dois lados”, conta. “Foi quando um amigo me convidou para conhecer a Ardèche (região Auverne-Rhône-Alpes) e fiquei apaixonada à primeira vista. Encontrei uma antiga fábrica de fio de seda em Saint Priest, cercada por montanhas, rios, cachoeiras. Então passei alguns anos transformando essa ruína em um ateliê de mil metros quadrados e uma galeria de 600 metros quadrados onde eu faço exposições”, completa.

Após 60 anos dedicados à pintura, Dalva Duarte resolveu retratar a sua própria terra.  Seu trabalho mais recente mede 14m de comprimento por 3,5m de altura e faz um alerta sobre a destruição da maior floresta tropical do mundo e o descaso com os povos indígenas brasileiros. Dalva conta que a inspiração veio da letra da música “Era uma floresta na altura do Equador”, interpretada nos anos 80 pelo cantor Xangai.

“Eu gostaria de fazer uma exposição para passar essa emoção que é a Amazônia e a destruição que está acontecendo agora. Desde que Xangai, em 1980, deu esse grito de alarme, continuam destruindo e é preciso um movimento dos artistas para despertar nas pessoas essa necessidade de defender a Amazônia.”

“Se não tomarmos cuidado, fotografo um mundo em extinção”, diz Sebastião Salgado em Frankfurt

Barbara Paz: Documentário premiado em Veneza é seu “filho-filme” com Babenco

Conferência Internacional [SSEX BBOX] em Paris tem Jean Wyllys e Lea T na programação

Ao canonizar irmã Dulce, papa Francisco promove humanismo, diz biógrafo da religiosa brasileira

Brasil vendia imagem de país cordial, mas sempre foi autoritário, diz Lilia Schwarcz

"Descoberta mudou a física e a astronomia”, diz cientista brasileiro que pesquisou com novo Nobel

“Sucesso do cinema brasileiro não é acidente, foi plantado há vários anos”, diz Karim Ainouz

Da janela de um arranha-céu de Porto Alegre, Rodrigo John filma a “virada histórica” do Brasil de 2013 a 2018

“Desmonte da cultura é um verdadeiro pesadelo no Brasil” diz Julio Bressane, homenageado no Festival de Biarritz

“Surto de desmatamento na Amazônia se explica pela chegada do governo Bolsonaro”, diz cientista do INPA

Documentário sobre greve de caminhoneiros no Brasil é exibido em Paris

"Jacques Chirac vai ser lembrado como um bon vivant", diz escritor Gilles Lapouge

Violência no Brasil é fruto do aparato repressivo herdado da ditadura, diz filósofo Edson Teles

Festival 'Brésil en Mouvements' celebra 15 anos com 11 filmes inéditos e participação da família de Marielle Franco

Pesquisadores formam rede para divulgar acervos estrangeiros sobre cultura brasileira

"João Gilberto sintetizou o samba", diz Bernardo Lobo ao homenagear compositor em Paris

Em Paris, soprano brasileira Camila Titinger canta na ópera Don Giovanni