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Zeca Pagodinho traz à Europa sucessos de 35 anos de carreira

Por Patricia Moribe

Zeca Pagodinho está comemorando 35 anos de carreira, com muita animação e muitos shows Brasil afora e agora na Europa. O pontapé de partida da turnê europeia vai ser em Paris, do dia 30 de setembro, no La Cigalle, uma das grandes casas de espetáculo da capital.

“É a primeira vez que vou a Paris. Sempre existe nervosismo antes de qualquer show. Mas quero ver se consigo conhecer um pouco da cidade também”, disse Pagodinho em entrevista exclusiva à RFI Brasil.  

Com mais de 20 álbuns gravados, ele é um dos maiores nomes do samba. Nascido Jessé Gomes da Silva Filho, no Irajá, no dia 4 de fevereiro de 1959. Ele é uma espécie de Obelix que caiu no caldeirão do samba ainda bebê, fugindo da escola para frequentar uma boa roda-de-samba no subúrbio carioca.

Mascote

O nome artístico veio de um bloco chamado “Boêmios do Irajá”, que reunia toda a sua família na ala dos pagodinhos. “E eu era a mascote, daí virei o Zeca Pagodinho”.

A música era sua paixão, mas para pagar as contas, Zeca fez de tudo: foi feirante, camelô, office-boy, contínuo, e anotador de jogo do bicho.

Em 1983, Zeca teve sua primeira música gravada, Amargura, com o Fundo de Quintal. Mas o maior empurrão veio através da “madrinha” Beth Carvalho, que gravou “Camarão que Dorme a Onda Leva”, no mesmo ano, com direito a clipe no Fantástico.  

Um milhão

A partir daí, a fama de Zeca Pagodinho só cresceu, com músicas gravadas por artistas como Alcione. O primeiro disco solo, “Zeca Pagodinho”, em 1986, vendeu um milhão de copias. Depois foram várias gravadoras e vários prêmios, como o Grammy de melhor álbum de samba de 2002.

Ele foi o primeiro artista de samba a participar da série Acústicos de MTV, em 2003. O sucesso foi tão grande que teve um acústico 2 em 2006. Depois teve a série Quintal do Pagodinho, no formato de roda de samba, gravado ao vivo em seu sitio de Xerém. Em 2013, para marcar os 30 anos de carreira, ele gravou um CD com seus sambas do coração, como Trem das Onze, de Adoniram Barbosa.

Irreverente, suas músicas brincam e assumem com orgulho o lado suburbano. O artista foge das perguntas sobre a política brasileira, mas se diz muito triste com a situação geral, principalmente no Rio de Janeiro. Muito ligado ao subúrbio, ele prefere falar sobre a escola que mantém em Xerém, Duque de Caxias com atividades artísticas para crianças carentes. Em 12 anos, o Instituto Zeca Pagodinho já recebeu mais de 400 criancas. 

Zeca Pagodinho se apresenta dia 30 em Paris e depois segue para Portugal, Suíça, Alemanha e Inglaterra.

 

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