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Músicos Francis e Olivia Hime homenageiam Vinicius de Moraes na França

Por Marcos Lúcio Fernandes

Ele é compositor, cantor, pianista, arranjador e maestro. Ela, uma cantora, letrista e produtora musical brasileira. Com várias décadas de carreira, eles são conhecidos internacionalmente, com sucesso também na França. A RFI convida hoje Francis e Olivia Hime.

De passagem por Paris para duas apresentações, ambas na cidade de Thiais, na região parisiense, o casal de músicos falou sobre seus últimos projetos artísticos. “Escrevi ano passado o livro ‘Trocando em miúdos minhas canções’, sobre o processo de criação, onde abordo justamente as influências da música brasileira, do jazz, e da música clássica, que vem do tempo que passei na Suíça”, conta Francis Hime.

O casal, durante a entrevista, mostrou a boa dinâmica que parece ser o segredo da longevidade da parceria de vida e de carreira. Um completava a frase do outro e os pensamentos dos dois músicos pareciam se emaranhar, como quando Olivia tomou a palavra para explicar sobre o nascimento do projeto “Jorge Amado”.

“O próprio editor [dos livros de Jorge Amado] separou alguns trechos que ele gostaria que fossem lidos pelo Lázaro Ramos e pela Fernanda Montenegro e o Francis ia fazendo alguns temas e alguns improvisos de acordo com o ritmo. Foi muito bonito”, explica Olivia Hime.

“Música brasileira é nossa joia”

Fundadora da Biscoito Fino, produtora musical brasileira, Olivia deixa um conselho para os jovens artistas brasileiros. “Não tenham medo de não encontrar espaço, por medo das  rádios não tocarem o tipo de música fazem. Não tenham medo, produzam, tenho certeza de que nossa música é uma das joias que exportamos para o exterior”.

Para Francis, tocar na França, lugar de onde vem alguns de seus parceiros, como Michel Legrand ou Georges Moustaki, é um grande prazer. Como revela Olivia Hime, o show “Sem mais adeus”, que eles apresentam nesse fim de semana na 10ª edição do Festival Bossa Nova, é uma grande homenagem a Vinicius de Moraes e começou no centenário do compositor. O espetáculo passou por China, Finlândia, Alemanha, Noruega, Luxemburgo, entre outros lugares. “Corremos o mundo”, afirma Francis.

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