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Espetáculo audiovisual encena 3 mil anos de Lutécia, o alterego milenar de Paris

Por Márcia Bechara

Desde 2012, parisienses e turistas têm um encontro marcado no verão da capital francesa com a já tradicional Noite no Musée des Invalides, também conhecida como o Show Monumental de Paris. Em 2019, o diretor Bruno Seillier escolheu contar nada menos que 3.000 anos da história da França, num espetáculo que mistura tecnologias de vídeo-mapping, projeção de laser e uma verdadeira viagem musical, para revisitar episódios clássicos, desde a tomada da Gália pelos romanos até os dias atuais, passando pelas Guerras Napoleônicas e a Revolução Francesa.

Lutécia, 3.000 anos de histórias, faz referência ao antigo nome milenar de Paris e propõe uma viagem audiovisual no túnel do tempo. Segundo o diretor do espetáculo, Bruno Seillier, um veterano de trabalhos de projeção e instalações em monumentos históricos, o foco principal é a essência da história a ser contada.

"Primeiro o espetáculo se destinaaos olhos, aos ouvidos e, através da luz das tecnologias, eu resgato a grandiosidade e as formas do monumento histórico do Musée des Invalides. É uma boa maneira de descobrir um país, um povo, de falar ao coração deste povo", afirma. "Os monumentos também trazem consigo uma longa história, e representam símbolos. Nesse momento tento dialogar de maneira espiritual com a plateia, para fazer o publico ficar com vontade de conhecer mais sobre essa história de homens e mulheres que construíram esse monumento e que moraram dentro dele", diz Seillier.

À frente de seu quinto grande espetáculo em 2019, o diretor conversou com a RFI direto de Carcassone, onde encena a história do mítico lar dos cátaros, nesta cidade medieval do sudoeste francês, para uma grande multidão nestas férias de verão do Hemisfério Norte. O show se chama La cité des pierres vivantes, ou A cidadela das pedras vivas, em português. Ele também assina espetáculos com projeções como as Crônicas do Monte, no famoso Mont Saint-Michel, na região da Bretanha, e criou um trabalho especial no ano passado para os 130 anos da Torre Eiffel. 

"A primeira coisa que é preciso respeitar os monumentos, não apenas na maneira como eles se apresentam, mas também em sua história, identidade e símbolos", diz. "E também a mensagem enviada por quem os construiu. Não se trata de sublinhar a visão de um diretor, mas de valorizar o monumento. Fazer aparecer na superfície da pedra coisas que podem parecer escondidas durante o dia. Para apresentar o monumento à plateia sob uma outra luz. Mas o ponto principal é permanecer fiel ao monumento", reitera Seillier.

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