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Arles: festival de fotografia mostra trabalho de Pedro Kuperman e indígenas Ashaninka, do Acre

Por Patricia Moribe

O fotógrafo Pedro Kuperman apresenta nos Encontros de Arles, no sul da França, imagens que ele realizou com os indígenas Ashaninka, do rio Amônia, no interior do Acre. O projeto inclui também oficinas de capacitação da comunidade em fotografia e fotos feitas pelos próprios indígenas.

“É importante que eles queiram contar sua própria história e mudar o caráter etnocêntrico, onde o homem branco sempre falou pelo indígena”, relata o artista.

Os Ashaninka são originários do Peru, onde atualmente são cem mil, e chegaram ao Brasil no século 19. Eles se estabeleceram no Acre e a etnia conta com 2.500 integrantes. O maior desses grupos está na aldeia Apitwtxa, na região do Alto Juruá.

Pedro Kuperman, 35 anos, frequenta o grupo há cinco anos, como fotógrafo, mas desde 2016, a pedido das lideranças Ashaninka, ele passou a desenvolver um trabalho de educação em fotografia.

Imagens da comunidade Apiwtxa Ashaninka do Rio Amônia entre 2014 e 2018. Fotomontagens RFI/ Fotos: Pedro Kuperman

As várias oficinas foram desde o princípio da câmera obscura até a fotografia digital. “O que apresento em Arles é um pouco o meu olhar sobre a cultura Ashaninka e um vídeo com o processo das oficinas e como os indígenas estão desenvolvendo um olhar próprio, como estão vendo sua cultura e o seu povo”, conta Pedro.

“Está sendo um processo muito natural, aos poucos, com cuidado, deixando que eles se apropriem dos conceitos, da forma de enxergar a luz, discutindo o significado disso dentro da cultura deles”, acrescenta.

“No Brasil, as pessoas têm pouco interesse sobre suas populações originais, os povos tradicionais. Geralmente o pouco que chega até as pessoas é uma visão que fala sobre a ausência, a escassez, a violência, a pobreza. Há também a ideia de que um indígena, por exemplo, não pode usar uma roupa que não é de sua cultura, não pode usar celular. Pensam que são como peças de museu. Mas eles são como nós, que gostamos de usar elementos de diversas culturas, incorporar coisas de fora, mas não deixamos de ser quem somos. Eles também não”, explica o fotógrafo.

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