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“Meu trabalho é pela pacificação”, diz pintora brasileira que expõe em Paris

Por Maria Paula Carvalho

Para a médica curitibana Christine Graf Guimarães, arte e ciência andam juntas. A dermatologista especializada em transplante capilar é uma das artistas plásticas convidadas para a exposição “Meu Brasil em Paris”, em cartaz na capital francesa.

“Meu trabalho como médica é muito artístico e o meu lado artístico me equilibra na rotina do consultório”, explica em entrevista à RFI.

A obra de Christine Graf Guimarães integra a exposição em cartaz na Cloître des Billettes, um claustro medieval no centro da capital francesa. Esta exibição faz parte de um projeto de mentoria realizado por Ana Priscilla Marques e pelo fotógrafo carioca radicado na França, Ricardo Esteves, que também é curador da mostra.

“Eu recebi o convite do Ricardo para trazer o meu trabalho e fiquei muito feliz porque foi em Paris que eu comecei a minha trajetória artística. Eu morei aqui quando jovem e aprendi muito na França”.

O projeto que chega a sua terceira edição compreende o acompanhamento artístico, seguido de uma exposição coletiva temática. Pela primeira vez, a mostra reúne artistas brasileiros tanto de fotografia quanto das artes visuais e multimídia.

No total, trabalhos de oito fotógrafos e dois artistas plásticos estarão expostos entre os dias 19 e 29 de outubro.

Os quadros de Christine Graf refletem a sua busca pela liberdade, amor, paz e equilíbrio. Essas palavras estão escritas no fundo de suas telas e são cobertas pela técnica do grafite, com desenhos de árvores e pássaros.

“Essa é a minha busca pessoal pelo equilíbrio e para que exista mais respeito, paz, amor e compreensão. Eu vejo isso nas consultas que eu atendo. Os pacientes vêm perdendo o cabelo porque falta esse equilíbrio na vida”, compara.

É uma pintura em camadas que brinca com a presença da natureza e das interferências da arte urbana, como o uso da tinta spray e da escrita.

“Eu consegui expressar o meu sentimento nessa pintura. Eu começo com uma aguada de tinta, que é quase um benzimento da tela, e sigo com as palavras, que podem ser escritas em giz pastel, e sigo com o grafite”, explica. “Eu aprendi com outros artistas americanos de grafite, eu uso estêncil, eu fiz cursos com Marciel Conrado de arte urbana e fui acrescentando tudo isso no meu trabalho, junto com as árvores da Mata Atlântica e o quero-quero, pássaro bem brasileiro. E essa névoa que eu ponho na pintura de spray é tudo o que a gente vai ter que passar, um aprimoramento em busca do equilíbrio”, completa.

Antídoto contra as negatividades

As obras da artista são como um grito para trazer à tona a essência real do ser humano e extravasar a falta de confiança, respeito, equilíbrio e compreensão do mundo atual. 

“O meu trabalho é pela pacificação das pessoas. Hoje em dia somos bombardeados por informações negativas. Então o meu objetivo com todo esse trabalho é o contrário. É trazer a tona tudo que é positivo: os sentimentos, o equilíbrio, a compreensão”, afirma a pintora.  

Na série “Florestas”, Christine também explora a condição feminina, a partir do mito do Jardim do Éden.

“A mulher tem desafios a mais, não só profissionalmente, mas temos um lado de ser mãe e ainda a cobrança da sociedade para dar conta de educar os filhos, estar sempre disponível e de equilibrar tudo isso”, conclui.

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