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Brics impõem condições para ajuda suplementar ao FMI

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Os integrantes do BRICS após reunião no México, antes da cúpula do G20. Reuters

Antes do início da cúpula do G20, os países integrantes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) se reuniram em Los Cabos, México, e anunciaram que vão aumentar a contribuição para o Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem informar quantias e sob condições: que o FMI esteja com caixa em baixa e que uma reforma de 2010 para aumentar direitos de voto de emergentes seja implantada.


O documento diz que os fundos desse compromisso dos BRICS só poderão ser usados “quando os recursos já existentes, incluindo os de novos acordos de empréstimos, terem sido substancialmente utilizados”. Esses novos acordos de empréstimos dizem respeito a uma reserva que recebe contribuições de quase 40 Estados membros.

O comunicado acrescenta que esse financiamento dos Brics está diretamente ligado à implantação de um acordo de reformas, que inclui uma revisão abrangente dos direitos de voto e quotas.

O FMI votou essa reforma no final de 2010, a fim de permitir às economias com forte crescimento obter um poder de decisão mais adaptado ao tamanho de suas economias. Mas essa reforma está à espera da ratificação pelos parlamentos nacionais. O processo sofreu um atraso considerável em relação ao objetivo oficial, que é de entrar em vigor em outubro.