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UBS anuncia cortes de 10 mil empregos em todo mundo

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O banco suíço UBS anuncia medidas para superar a crise. REUTERS/Arnd Wiegmann

O Banco UBS, o maior da Suíça, vai demitir 10 mil funcionários em todo o mundo até 2015. O Financial Times e a imprensa suíça já haviam antecipado a decisão do banco no final de semana.


O anúncio oficial foi feito nesta terça-feira durante a divulgação dos resultados trimestrais do banco que revelaram um prejuízo de 1,8 bilhão de euros (R$ 4,7 bilhões). Para tentar superar os impactos da crise econômica mundial no UBS, a direção pretende economizar o equivalente a R$ 11,7 bilhões em três anos.

Em um comunicado, o diretor-geral do UBS, Sergio Ermotti, afirmou que foi uma decisão "muito difícil", mas argumentou que a direção tomará « todas as medidas necessárias para atenuar o impacto global das mudanças », declarou Ermotti. O corte representa quase 16% do total de empregados do banco em todo o mundo.

A crise dos “subprime” nos Estados Unidos em 2007 atingiu em cheio a instituição suíça que tenta, desde então, minimizar as perdas. No ano passado, o banco já havia eliminado 5.500 postos de trabalho, mas o esforço ainda não havia sido suficiente. No fim de junho, o banco suíço tinha 63,5 mil funcionários em todo o mundo. A meta do UBS é terminar 2015 com aproximadamente 54 mil trabalhadores.

O programa de reestruturação divulgado hoje também inclui uma mudança nas atividades do banco, que pretende reduzir a participação em operações de risco e dar mais ênfase em operações em ascensão como a gestão de fortunas, sobretudo de países emergentes. O UBS é um dos líderes mundiais de "private banking" e a atividade, apesar do prejuízo global do banco, foi uma das mais dinâmicas e lucrativas no terceiro trimestre deste ano.

Justiça

O banco suíço também enfrenta dificuldades na Justiça. O ex-trader do banco Kweku Adoboli, 32, é julgado em Londres por fraudes contábeis e operações não-autorizadas que causaram um prejuízo de R$ 4,4 bilhões entre 2008 e 2011.

Diante do tribunal ontem, o ex-trader chorou e disse que não era um bandido e que tomou suas decisões baseando-se em conselhos de outros traders mais experientes do banco.