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França Agência de classificação de risco Economia Fitch Crise financeira Zona do Euro

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Apesar da perspectiva negativa, França salva seu último triplo “A”

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L'ancien ministre Pierre Moscivici a été nommé ce mercredi 10 septembre commissaire aux Affaires économiques, un poste clé au sein de la Commission européenne. REUTERS/Philippe Wojazer

A agência de classificação de riscos Fitch manteve o triplo A da França. A notícia tranquilizou as autoridades do país, pois esse era o último "AAA" de Paris, já que a Standard and Poor's e a Moody's já haviam rebaixado a nota francesa. No entanto, a agência alerta para os riscos de degradação se as reformas econômicas anunciadas pelo governo não forem bem-sucedidas.


Depois de ter perdido o seu triplo A em duas das principais agências de classificação de riscos, a França respirou aliviada nessa sexta-feira, quando a Fitch anunciou que o país iria manter a sua nota máxima. Em janeiro passado a Standard and Poor's havia rebaixado a posição francesa de AAA para AA+, e em novembro a Moody’s colocou os franceses no grupo dos Aa1.

A avaliação da Fitch não é uma surpresa. A agência, que pertence ao francês Marc Ladreit de Lacharrière, já havia anunciado não pretendia rebaixar a nota da França em 2012. A entidade havia prometido dar um pouco mais de tempo para que o governo possa implementar seu programa de retomada econômica.

O ministro francês da Economia Pierre Moscovici festejou a notícia. Segundo ele, isso quer dizer que “a França está no caminho certo”. No entanto, o responsável pelas contas do país preferiu não lembrar que, segundo a Fitch, “outras medidas de consolidação serão provavelmente necessárias” para melhorar as contas do país. A agência prevê um crescimento de 0,3% na França em 2013, uma previsão inferior à previsão de 0,8% feita pelo governo.

A entidade alerta para o fato de que a perspectiva francesa é negativa, o que significa que a nota poderá ser rebaixada em médio prazo. De acordo com a Fitch, esse possível retrocesso depende do ritmo do crescimento do país e do sucesso das reformas anunciadas pelo governo, além dos riscos econômicos e fiscais associados à crise da dívida da zona do euro.