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Dono da Zara é o homem mais rico da Europa, segundo revista suíça

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O espanhol Amancio Ortega, presidente do grupo têxtil Inditex, é o homem mais rico da Europa. DR/Inditex

A moda a preços acessíveis vendida pela rede de lojas espanholas Zara ou os móveis reproduzidos em grande escala pela sueca Ikea podem não ter o mesmo prestígio de uma bolsa Louis Vuitton. Mas os fundadores dessas duas empresas já ultrapassaram o dono do grupo que inclui o fabricante de bolsas francês no ranking das maiores fortunas da Europa estabelecido pela revista suíça Bilan.


O espanhol Amancio Ortega Gaona, um autodidata de 77 anos que criou o grupo têxtil Inditex, que tem como carro-chefe a marca Zara, possui a maior fortuna da Europa, com um patrimônio de 40,9 bilhões de euros, segundo uma classificação das cem famílias mais ricas da Europa publicada nesta quarta-feira pela revista suíça Bilan, referência na área de economia.

Essa revista, que já publica todos os anos um ranking das 300 maiores fortunas da Suíça, decidiu expandir suas pesquisas a toda a Europa. A publicação especifica que é necessário um patrimônio de ao menos 6 bilhões de francos suíços, o equivalente a 14 bilhões de reais, para entrar no ranking.

O segundo colocado, atrás do espanhol Amancio Ortega Gaona, é o sueco Ingwar Kamprad, fundador da Ikea, rede de lojas de móveis a preços acessíveis.

Apontado durante anos como o homem mais rico da Europa, o francês Bernard Arnault, proprietário do grupo de luxo LVMH, que inclui marcas como Louis Vuitton e Moët & Chandon, ficou em terceiro lugar no ranking da revista Bilan.

A herdeira da L'Oréal, Ingrid Bettencourt, envolvida em um escândalo de financiamento ilegal da campanha eleitoral do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, ocupa o quarto posto e é a única mulher entre as quarenta maiores fortunas da Europa. No total, apenas 12 mulheres aparecem no ranking.

52% dos nomes na lista são de pessoas que herdaram a fortuna de seus pais. Os alemães e os russos dominam o ranking, com respectivamente 27 e 23 nomes. 26 das famílias mais ricas da Europa vivem na Suíça.

Os franceses e os italianos construíram suas fortunas produzindo produtos de luxo, enquanto os alemães são mais ativos na produção de bens de consumo de massa.

Essa classificação mostra que na Europa as grandes fortunas atuais são originárias, com poucas exceções, da "velha economia", segundo a revista Bilan, que acrescenta que "os setores das novas tecnologias da informação estão quase ausentes desse ranking".

No que diz respeito às fortunas russas, Bilan aponta que os bilionários russos "se aproveitaram habilmente da onda de privatizações que varreu o país nos anos 90 para adquirir a preços baixos antigas empresas estatais".