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Microsoft comprará operação móvel da Nokia

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A finlandesa Nokia venderá a unidade de telefones celulares para a americana Microsoft por 5,44 bilhões de euros. REUTERS/Dado Ruvic

A Microsoft anunciou nesta terça-feira que adquirirá a operação de telefonia móvel da Nokia por 5,44 bilhões de euros. Stephen Elop, diretor geral da companhia finlandesa, voltará aos quadros do gigante do software e já é forte candidato à sucessão do CEO Steve Ballmer, que anunciou que deixará o cargo nos próximos 12 meses.


A união deve recolocar as duas empresas no páreo contra adversários comuns: Apple e Samsung. Com a entrada das duas no mercado de smartphones, a Nokia perdeu a liderança do mercado. E a Microsoft viu o mercado de softwares encolher, conforme a Apple diversificava sua atuação para as áreas de aparelhos e serviços.

Em 2010, mesmo ano em que o canadense Elop transferiu-se para a Nokia, Ballmer lançou uma reestruturação interna que visava justamente ampliar o arsenal da companhia para brigar com a Apple em todas as frentes. Neste sentido, ele abordou a finlandesa em fevereiro deste ano para um "diálogo aberto", nas palavras do presidente do conselho administrativo da Nokia, Risto Siilasmaa. A menina dos olhos do CEO da Microsoft é a linha de smartphones Lumia.

A notícia da futura aquisição teve impacto direto sobre as ações da Nokia na Bolsa de Helsinki. Os papéis começaram o pregão em alta de 47% e ganharam mais 43% no fim da manhã, chegando a 4,242 euros. Percentualmente, esses 15 bilhões de euros de valorização podem parecer um grande crescimento. Mas a companhia já teve um pico de 65 euros/ação em 2000, que elevava seu valor a mais de 200 bilhões de euros.

Hoje, a Nokia é a segunda maior fabricante mundial de telefones portáteis, atrás apenas da Samsung, mas não fica entre os cinco primeiros no altamente lucrativo mercado de smartphones. Terminada a aquisição, ela manterá apenas a rede Nokia Solutions and Networks, seu sistema de GPS e o portifólio de patentes.

A Microsoft também pena na nova mídia e Ballmer tem de lidar com uma enxurrada de críticas por não ter previsto a importância que teria o setor. Foi apenas em 2012 que a empresa entrou no ramo, com o lançamento do tablet Surface, que ainda pena para deixar as prateleiras. Resultado: apenas 3,3% dos smartphones funcionam com o sistema operacional Windows Phone - e todos são Lumia -, enquanto o Android, do Google, e o iOS, da Apple, detêm 90% do mercado.