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Com aquisição da Chrysler, ações da FIAT sobem 13%

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Sede mundial da Fiat na cidade de Turim, norte da Itália. Reuters/Giorgio Perottino

O preço das ações da Fiat subiu mais de 13% para 6,8850 euros na metade do pregão desta quinta-feira na Bolsa de Milão, depois que a montadora italiana fechou acordo para assumir integralmente o controle da Chrysler, por US$ 4,35 bilhões. Desde agosto de 2011 que os papéis da empresa não chegavam a esse valor.


Depois de longas conversas, o presidente da companhia baseada em Turim, Sergio Marchionne, conseguiu acertar a aquisição dos 41,46% que ainda não detinha da filial americana, que pertenciam a um fundo de saúde para aposentados afiliado ao sindicato United Auto Workers (UAW), criado pela própria indústria automobilística para terceirizar benefícios a ex-funcionários.

Este fundo, do tipo Veba (voluntary employee beneficiary association, ou associação voluntária para benefício de funcionários) receberá US$ 3,56 bilhões em dinheiro, dos quais US$ 1,9 bilhão virá da Chrysler e US$ 1,75 bilhão, da Fiat. A Chrysler também se comprome a pagar uma soma adicional de US$ 700 milhões em três anos.

Com essa configuração, a companhia italiana não precisará fazer uma oferta pública de ações para se capitalizar e financiar a aquisição, algo que o mercado via como determinante para a conclusão do negócio. Assim, o acordo consolida a habilidade como negociador de Marchionne, que está setor automobilístico há apenas dez anos, quando assumiu a direção da Fiat.

Desde 2009, quando a Chrysler entrou em um processo de reestruturação depois de declarar falência, o executivo é também diretor geral da companhia norte-americana. Há um ano, ele conversa com o fundo que, a princípio, pedia US$ 5 bilhões por sua participação. Com a consolidação do negócio, ele se torna o chefe da sétima maior montadora do mundo. Em comunicado emitido nesta quinta-feira, ele comemorou a criação de uma "estrutura unificada que permitirá aplicar integralmente nossa visão de construtora global".

A Chrysler contribuirá com os lucros da Fiat, mas as duas companhias continuarão a gerir suas finanças separadamente. Uma fusão das operações financeiras abriria novas perspectivas de investimento ao grupo. Mas, independentemente disso, o poder de compra da companhia aumenta consideravelmente com a consolidação do negócio.

Uma questão que ainda preocupa o mercado é o endividamento da FIAT que, já é o maior do setor automobilístico europeu e deve aumentar em cerca de US$ 10 bilhões com a aquisição. Ainda que nada garanta que a aquisição recuperará a saúde financeira da companhia, Marchionne acredita que o volume de negócios aumentará com o compartilhamento de tecnologia, capital e redes de concessionárias entre as empresas.