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BCE inicia programa de compra de títulos para reativar zona do euro

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O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi. REUTERS/Yiannis Kourtoglou

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou nesta segunda-feira (9) que iniciou a compra maciça de dívida pública nos mercados, no âmbito do programa destinado a reativar a economia na zona do euro. "O BCE e os bancos centrais do Eurosistema iniciaram, como foi anunciado, as compras no âmbito do programa de compra de dívidas do setor público", anunciou a instituição monetária de Frankfurt na rede social Twitter.


O BCE planeja gastar € 60 bilhões por mês, até setembro de 2016, neste programa conhecido como "expansão quantitativa" ou "QE". O objetivo da autoridade monetária é criar um ciclo virtuoso na economia: sob o efeito de uma forte demanda, as taxas de juros devem baixar, levando os bancos a liberar crédito para empresas e consumidores. Com essa impulsão, o BCE espera reativar a atividade econômica e obter uma alta dos preços, afastando a ameaça da deflação.

Como o mandato do BCE o proíbe de financiar diretamente os estados da zona do euro, estas compras são realizadas no mercado secundário da dívida. Os detalhes - os títulos adquiridos e o montante das primeiras transações -
eram desconhecidos até o momento.

Programa de € 1 trilhão até 2016

No fim de janeiro, a instituição monetária de Frankfrut decidiu injetar mais de € 1 trilhão até setembro de 2016 para reativar a economia e frear a queda da inflação na zona do euro. A mesma estratégia foi utilizada com sucesso pelo Banco da Inglaterra e o Federal Reserve (FED) americano.

Desde o início de 2014, os preços caíram 0,6% em janeiro e 0,3% em fevereiro na zona do euro. Embora essa queda seja em grande parte atribuída à redução do preço do petróleo, os guardiões do euro temem que a economia da zona da moeda única entre em deflação, uma espiral infernal de queda de preços e salários da qual é difícil sair.

Segundo o presidente do BCE, Mario Draghi, as medidas vão melhorar o crescimento e "contribuir para levar a inflação a um nível inferior, embora próximo aos 2%".