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Grécia FMI Dívida Negociações Calote Economia

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FMI diz que acordo com a Grécia está "muito longe" devido a "divergências"

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O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras (esquerda) e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em Bruxelas no último dia 10 de junho. REUTERS/Francois Lenoir

A situação da dívida grega, que ameaça toda a zona do euro, parece chegar a uma situação de total impasse. O porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gerry Rice, declarou nesta quinta-feira (11) em Washington, que há "grandes divergências" e que as duas partes estão ainda "muito longe" de um acordo que evite o "default" grego.


"Há grandes divergências entre nós sobre a maioria das questões essenciais", declarou Rice aos jornalistas em Washington. "Não há nenhum progresso na resolução das diferenças e estamos muito longe de um acordo", reiterou.

Rice também informou que a equipe de negociadores deixou Bruxelas, onde as discussões técnicas entre representantes da Grécia e do FMI aconteciam. Segundo o porta-voz, o FMI segue "plenamente engajado" com as negociações e espera o mesmo de Atenas. “A bola está agora do lado dos gregos”, disse o porta-voz Gerry Rice.

Reformas

Ontem, o Fundo decidiu se retirar da mesa de negociações com a Grécia afirmando que as duas partes estão longe de chegar a um acordo. O FMI exige reformas do sistema de aposentadorias, impostos e financiamento dos gastos públicos para liberar € 7,2 bilhões, quantia necessária para evitar o "default" grego.

Já o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk pediu às autoridades do país mediterrâneo que se mostrem "um pouco mais realistas". "Não é mais hora de brincar", disse ele.

A Grécia, por sua vez, prometeu chegar a um acordo até o próximo dia 18 de junho. "Haverá um acordo porque a falência não é de nosso interesse, nem dos credores", afirmou o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras.

Alemanha prevê calote

O jornal alemão Bild afirma que o governo de Angela Merkel já está considerando concretamente a hipótese de um calote grego. Autoridades alemãs teriam feito consultas ao Banco Central Europeu sobre aspectos de um cenário pós-falência.