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Aviação Portugal TAP Privatização

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Venda da companhia TAP para consórcio da Azul é concluída

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Novos donos da TAP prometem desenvolver expansão da companhia. REUTERS/Rafael Marchante

O governo português concluiu na manhã desta quarta-feira (24) o processo de privatização da TAP. O contrato de venda de 61% da companhia ao consórcio Gateway, formado pelos empresários Humberto Pedrosa e David Neeleman, dono da Azul, foi assinado na sede do ministério das Finanças português, em Lisboa, após meses de protestos de empregados da empresa e políticos de oposição, contrários à privatização.


Na cerimônia de assinatura da venda, o empresário brasileiro-americano David Neeleman falou sobre os planos para a companhia: comprar novos aviões e expandir os voos da TAP para os Estados Unidos e o Brasil. Falando em português, mas com forte sotaque americano, o dono da Azul desafiou os concorrentes europeus dizendo que o serviço a bordo da TAP pode ser "o melhor da Europa".

“Nós vamos desenvolver dez novos destinos nos Estados Unidos e nos reforçar no Brasil, com de oito a dez trajetos a mais”, anunciou.

Expansão

Neeleman lançou uma mensagem de paz aos funcionários que fizeram greves contra a privatização nos últimos meses, afirmando que eles vão ter "um grande orgulho da marca e da tradição de 70 anos" da companhia portuguesa. O sócio português Pedrosa reforçou o tom conciliador, afirmando que a TAP “vai continuar a nossa empresa nacional, um motor de crescimento no país e uma referência mundial”.

Para comprar a TAP, o consórcio Gateway ofereceu € 10 milhões ao Estado português e investimentos de € 354 milhões para capitalizar a companhia. O governo tem a intenção de vender o restante do capital nos próximos anos.

Opositores

Com dívidas que passam de € 1 bilhão, o grupo TAP registrou um prejuízo de € 85,1 milhões no ano passado. Ainda assim, a venda da companhia aérea ainda é contestada por uma parcela dos portugueses. Um movimento contrário à privatização entrou na justiça portuguesa e europeia para tentar evitar a concretização do negócio.