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Economia
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Salão de Detroit: carros sem motorista esbarram em dilemas éticos

Por Lúcia Müzell

A proximidade na agenda entre dois dos maiores eventos mundiais de tecnologia e automobilismo, o CES de Las Vegas e o Salão do Automóvel de Detroit, faz cada vez mais sentido. Enquanto o encontro mundial de inovações eletrônicas se tornou uma ocasião essencial para as fabricantes apresentarem as novidades tecnológicas para os veículos, o salão automotivo ressalta, edição após edição, que a tendência é o carro do futuro se fundir com o computador.

Entre as promessas para um horizonte nem tão distante está a invasão de veículos que dispensam o motorista. Já se sabe que um dos focos de expansão de gigantes da tecnologia, como a Google e a Apple, são os chamados carros autônomos, em parceria ou não com as construtoras existentes no mercado.

As marcas de luxo Tesla e Audi planejam lançar modelos em 2017, enquanto a Ford e a Nissan se projetam para 2020. A expectativa é de que, em menos de 10 anos, esse tipo de automóvel será usado no mundo inteiro. Em 2030, até a frota do Uber, o aplicativo que concorre com os táxis, deve ser sem motorista.

Mas para que esse cenário se concretize, algumas barreiras precisam cair, a começar pela evolução das normas de regulamentação e a legislação do setor. Depois, o desafio será convencer os condutores de que um veículo totalmente guiado pelo computador de bordo pode ser até mais seguro do que o modelo “analógico”.

O francês Jean-François Bonnefon, da Escola de Economia de Toulouse, é um dos autores de um estudo revelador sobre o assunto, feito nos Estados Unidos, ao lado de pesquisadores do MIT, de Boston, e da Universidade de Oregon.

“Embora falemos cada vez mais desses veículos, há problemas éticos que ainda não entraram na discussão. Apenas quando chegar o momento em que esses carros estarão disponíveis nas ruas é que muita gente vai descobrir esses problemas e, só então, vai decidir o que fazer”, afirma Bonnefon.

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