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Governo Portugal Economia Companhia aérea TAP

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Governo português aumenta para 50% capital do Estado na TAP

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O Estado português tem agora 50% do capital da companhia aérea portuguesa TAP. Divulgação

O governo socialista português aumentou de 39% para 50% a participação do Estado na companhia aérea TAP. O anúncio, feito neste sábado (6) pelo primeiro-ministro António Costa, anula parcialmente a privatização decidida pelo governo anterior, de direita.


Pela operação, o Estado português irá desembolsar €1,9 milhão para comprar 11% do capital da empresa que pertencem ao brasileiro-americano David Neeleman, fundador da Azul, e de seu sócio português, Humberto Pedrosa. O consórcio de ambos havia adquirido 61% de participação na TAP depois da privatização da empresa no ano passado.

"O governo não vai intervir na gestão cotidiana da TAP, que permanece nas mãos dos acionistas privados", disse António Costa à imprensa durante a assinatura de um acordo com o consórcio Gateway, dirigido por Pedrosa.

O ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, confirmou que o governo terá uma voz "preponderante" no Conselho de Administração, que será formado por 12 representantes, sendo seis indicados pelo Estado português e seis pelo consórcio privado.

Promessa cumprida

"A TAP vai se tornar uma companhia mais forte, que estará em uma melhor posição para defender os interesses estratégicos de Portugal", disse o primeiro-ministro. António Costa garantiu que a retomada do Estado de parte da empresa foi "conforme a legislação".

Reconduzido ao cargo após as eleições de 4 de outubro, o governo conservador do ex-premiê Pedro Passos Coelho não obteve maioria no Parlamento e foi rejeitado. Uma inédita coalizão entre o Partido Socialista e grupos da esquerda radical assumiu o governo português. Dois dias depois, o governo conservador, demissionário, concluiu a venda de 61% do capital da companhia aérea TAP para o consórcio Gateway.

Nomeado primeiro-ministro, o socialista António Costa cumpriu uma promessa prevista no seu programa de governo de "não permitir que o Estado português perdesse mais da metade do capital da TAP".