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Christine Lagarde FMI

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Francesa Christine Lagarde se mantém à frente do FMI

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Christine Lagarde presidente FMI por mais cinco anos. REUTERS/Mariana Bazo/Files

Christine Lagarde foi reconduzida nesta sexta-feira (19) à frente do Fundo Monetário Internacional (FMI) para um novo mandato de cinco anos, num momento em que a economia mundial vive momentos de turbulência.


Única candidata, a ex-ministra da economia francesa de 60 anos recebeu o apoio de vários Estados-membros do FMI, incluindo a França e os Estados Unidos. O novo mandato começa em julho.

"Farei o possível para que o FMI continue a ser uma instituição forte, capaz de se adaptar às mudanças e capaz de compreender os desafios que se apresentam no horizonte, e não apenas os desafios a curto prazo", declarou Lagarde em um comunicado.

O russo Aleksei Mishin, membro do Conselho diretivo do FMI, disse que o grupo decidiu renovar o mandato de Lagarde depois de considerar seu primeiro mandato "forte e inteligente". De acordo com Mozhin, Lagarde "desempenhou um papel fundamental na revitalização das relações do FMI com seus membros globais, incluindo os mercados emergentes e em desenvolvimento".

Com Lagarde, FMI superou escândalo envolvendo Dominique Strauss-Khan

Primeira mulher a liderar o FMI, a economista francesa é apontada como responsável por recuperar a reputação do FMI depois de substituir no cargo seu compatriota Dominique Strauss-Khan, que renunciou em 2011 em meio a um escândalo sexual.

A permanência no cargo mostra que Lagarde escapou imune do recente indiciada em tribunais franceses por "negligência" no caso de Bernard Tapie-Credit Lyonnais, quando ela era ministra de Economia da França.

Ao longo de seu primeiro mandato no FMI, Lagarde mostrou forte poder de liderança para lidar com as crises na Grécia, Chipre e Portugal. Ao mesmo tempo, apoiou as reformas internas no FMI, que dobraram os recursos da instituição e fortaleceram o peso dos países emergentes, principalmente da China, após décadas de domínio do Fundo pelos Estados Unidos, Europa e Japão.

A ex-ministra, que apareceu na vida pública em 2005, também tentou abrir a instituição guardiã da ortodoxia financeira a temas que não lhe são familiares, como as mudanças climáticas ou desigualdades sociais.

O novo mandato deverá ser dominado pelas crescentes preocupações com a economia global, num contexto de desaceleração chinesa e de outros países emergentes.