rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
Economia
rss itunes

ONU diz que maior escolaridade de adultos reduziria pobreza pela metade

Por Paloma Varón

Novo relatório da Unesco mostra que, se todos os adultos tivessem chegado ao ensino médio, a pobreza mundial seria reduzida pela metade

Novo estudo da Unesco, lançado neste mês de junho, relaciona o aumento da escolarização à redução da pobreza. Intitulado “Reduzindo a pobreza global através do ensino primário e secundário universal”, o documento afirma que, se todos os adultos tivessem tido acesso ao ensino médio, a pobreza mundial seria reduzida pela metade.

A responsável pela pesquisa do Relatório de Monitoramento Global de Educação Nihan Koseleci explicou à RFI Brasil de que se trata o novo estudo: “Nosso documento mostra que os países que têm uma renda mais elevada têm também uma população mais instruída, com nível de educação formal mais elevado”.

Existem, no mundo, 264 milhões de crianças não escolarizadas ANDREA CHIRINOS / UNESCO

O relatório da Unesco mostra também que a educação vai ter um efeito na economia por diversas razões: em primeiro lugar, a educação vai melhorar as competências das pessoas. Em segundo lugar, a educação vai melhorar a resiliência da população às mudanças climáticas e aos desastres. Em terceiro lugar, o estudo mostra que as mulheres com nível mais alto de educação formal vão cuidar melhor de seus filhos e haverá uma diminuição de mortes por doenças contagiosas.

Koseleci explica que o acesso à escolarização é um problema a ser resolvido, mas também há a questão do conteúdo, que precisa ser mais inclusivo, para abraçar a diversidade. A pesquisadora da Unesco aponta também a urgência em se transformar a educação num instrumento de inclusão.

A questão da educação no Brasil

A RFI Brasil ouviu também o doutor em economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) e coordenador do curso de Economia do Ibmec-MG, Márcio Salvato. O economista, autor de um estudo intitulado “O impacto da escolaridade sobre a distribuição de renda”, relacionou o novo documento da Unesco à realidade brasileira.

“Estudos apontam que desigualdade de renda, pelo menos um terço dela, é explicada pela desigualdade de educação: se olharmos para o caso do Brasil, é um país que tem uma grande desigualdade de educação entre as regiões e dentro das regiões. Então é importante que a gente tenha um objetivo, uma política educacional de fazer com que a média educacional brasileira aumente, reduzindo a desigualdade educacional. Isso vai contribuir para reduzir a desigualdade de renda”, afirma.

Salvato explica que políticas públicas para reduzir a desigualdade por meio da educação são sempre de longo prazo, mas são as únicas que garantem mobilidade social.

O estudo da Unesco será apresentado no Fórum Política de Alto Nível das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (10-19 julho, em Nova York), que incidirá sobre a erradicação da pobreza, no âmbito do programa de desenvolvimento sustentável para 2030.

Em 2019, Brasil quer se consolidar como referência no mercado de espumantes

Movimento de "coletes amarelos" faz vendas de final de ano despencarem na França

Empresários franceses esperam ações concretas de Bolsonaro sobre dívida e crescimento

Declarações de Bolsonaro não devem atrapalhar comércio com a China, dizem especialistas

Comércio entre Brasil e Irã ainda não foi impactado pelas sanções americanas a Teerã

Privatizações previstas por Bolsonaro agradam investidores estrangeiros

"Inteligência artificial vai mais criar do que destruir empregos no século XXI", diz especialista

França: Plano com mais de 100 medidas visa integrar refugiados em mercado de trabalho

Nacionalismo ambíguo de Bolsonaro entrará em conflito com visão de Guedes, dizem economistas

Destaque do Salão do Automóvel de Paris, carro elétrico ainda enfrenta obstáculos para emplacar

Lehman Brothers: dez anos depois, profissionais das finanças relembram falência do banco

“Sem forte ajuste fiscal e reforma da Previdência, próximo presidente não terminará seu mandato”, afirma economista Octavio de Barros