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OMC critica política industrial "dependente de incentivos" do Brasil

Por Augusto Pinheiro

A Organização Mundial do Comércio distribuiu na última segunda-feira um relatório para os 164 países membros da entidade com duras críticas à política industrial praticada pelo Brasil. Para o órgão, a indústria do país se tornou cada vez mais dependente de incentivos e não melhorou sua competitividade.

Livio Ribeiro, pesquisador de economia aplicada da Fundação Getúlio Vargas explica por que concorda com essa avaliação: “Um ponto central é que a economia brasileira é historicamente fechada, com poucas trocas no exterior, e não se integrou a cadeias globais de valor”.

O economista analisa os motivos que levaram a essa situação. “É o resultado de políticas de um passado não tão longínquo. Foram escolhas de dirigentes, que nem sempre representavam a vontade da sociedade. Muitas tiveram bases válidas, como o argumento da diversificação estratégica em um país como o Brasil, muito grande e que precisa empregar muita gente.”

Por conta deste relatório, o Brasil passa por uma sabatina, até esta quarta-feira, sobre suas práticas comerciais. O professor Elton Eustáquio Casagrande, da Universidade Estadual Paulista, comenta esses questionamentos.

“Na definição de competição externas cada pais tem suas características pelas estruturas produtiva e tributaria e as consequências para formação de preço. Esses questionamentos da OMC são objetivos e não são uma novidade, mas se trata de um protocolo.”

Sobre as constantes reclamações em relação à economia hermética brasileira, Elton Casagrande, que é doutor em economia pela Universidade de Washington, faz uma análise. “Há um excesso de regulação por parte do estado. Temos um grande governo, grandes empresas e políticas de renúncias fiscais.”

O Brasil rechaçou as críticas OMC e assegurou que está implementando medidas para uma maior abertura e integração à economia mundial. Para fontes do governo, o relatório é bem mais crítico do que ocorre norormalmente nesse tipo de exercício.

Os brasileiros reclamam que a entidade parece mais crítica, por exemplo, em relação à política agrícola brasileira do que foi em relação à União Europeia (UE), avaliada no mês passado e conhecida por seus volumosos subsídios e barreiras tarifárias.

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