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Reino Unido Greve precariedade

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Empregados do McDonald's fazem primeira greve do grupo no Reino Unido

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Funcionários de restaurante McDonalds no Reino Unido fazem greve pela primeira vez no país. REUTERS/Toby Melville

Os empregados da cadeia americana McDonald's no Reino Unido iniciaram nesta segunda-feira (4) a primeira greve de sua história no país. Eles reclamam um aumento de salário e melhores condições de trabalho.


Cerca de 40 funcionários se reuniram diante das portas da lanchonete de Crayford, localidade próxima a Londres, e na cidade universitária de Cambridge, antes de participar em uma manifestação diante do Parlamento. Os empregados reivindicam um aumento de remuneração, elevando o salário para 10 libras por hora (cerca de R$ 40).

Outro pedido dos grevistas é a possibilidade de aderir a um sindicato, além do fim dos chamados contratos "de zero horas", sistema que os obriga a estar disponível sem que a empresa garanta um mínimo de horas de trabalho.

Apesar das reivindicações, o McDonald's, que é frequentemente acusado de impor regimes precários a seus funcionários, respondeu que menos de 0,01% de seus 115 mil empregados no Reino Unido entraram em greve e que 86% de seu pessoal prefere os contratos flexíveis.

Pequenas manifestações de apoio aos grevistas foram registradas em 14 cidades britânicas, onde o grupo tem lanchonetes desde 1974. O movimento britânico também foi seguido por empregados do grupo na Bélgica e nos Estados Unidos.

Essa não é a primeira vez que os empregados da rede de fast food se mobilizam contra as más condições de trabalho. Em 2015, funcionários do McDonald's em vários países, inclusive em mais de 100 cidades norte-americanas, manifestaram contra os baixos salários.

(Com informações da AFP)