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“Airbus está nas nuvens”, anuncia Les Echos sobre contrato bilionário

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Emprego garantido: construção das peças dos aviões ocupará três mil postos de trabalho durante sete anos. AFP

O jornal de economia Les Echos dedicou três páginas nesta quinta-feira (16) ao maior acordo de vendas na história da Airbus. A indústria de aviação europeia, com instalações na França, anunciou na quarta-feira (15) a assinatura de um contrato bilionário para a fabricação de 430 aeronaves, encomendadas pelo fundo de investimentos Indigo dos Estados Unidos.


O acordo, já chamado de “contrato do século”, foi assinado durante o Salão Aeronáutico de Dubai. Ao todo, os 430 aviões do modelo A320neo serão vendidos para a Indigo por cerca de €42 bilhões, o equivalente a R$ 164 bilhões.

A encomenda está sendo celebrada não só na Airbus, mas em todas as esferas do governo francês, uma vez que a fabricação dos aviões vai manter ocupados três mil postos de trabalho durante sete anos.

Atualmente a Airbus fábrica 55 unidades do A320 por mês, isto é, quase dois aviões por dia saem das suas fábricas, para atender um carnê de encomendas de 5.420 aeronaves. Os aparelhos comprados pela Indigo devem começar a ser entregues em 2021, quando a Airbus espera já estar fabricando 60 aviões por mês. 

Montagem nos EUA

Mesmo que as aeronaves encomendadas pela Indigo sejam montadas na fábrica da Airbus nos Estados Unidos, muitas das suas peças são fabricadas na França, demandando três postos de trabalho para os franceses para cada operário de montagem no estado do Alabama.

Mas não foi só a Airbus que saiu do Salão de Dubai abrindo garrafas de champanhe. Sua maior concorrente, a Boeing norte-americana, também fechou um gigantesco contrato de €23 bilhões para a fabricação de 225 aeronaves do modelo 737 Max para a companhia aérea FlyDubai, dos Emirados Árabes. 

Turbinas francesas ou americanas?

Tanto as encomendas feitas à Airbus como à Boeing mantêm superaquecido o setor de fabricação de turbinas, que pode, uma vez mais, favorecer a criação de empregos na França.

A Safran, fabricante francesa de motores para aviões, vai entrar na disputa com a americana Pratt & Whitney pelo fornecimento das centenas de motores que equiparão as novas aeronaves.

Como bem resumiu um executivo da indústria aeronáutica ao jornal Les Echos, “a parte americana de um avião da Airbus pode chegar a 50% do preço final do aparelho. Quer dizer, quando a Airbus assina um contrato milionário, os Estados Unidos também ganham. E quando a Boeing assina um contrato milionário, com motores franceses, a Europa também sai ganhando”.