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Acordo Mercosul União Europeia

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Negociações da UE com Mercosul podem se estender até 2018

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A comissária europeia do Comércio, Cecilia Malmström JOHN THYS / AFP

A comissária de Comércio da União Europeia (UE), Cecilia Malmström, insinuou nesta terça-feira (5) que as negociações comerciais do bloco com o Mercosul, que ambas as partes esperam concluir em 2017, poderão durar até o início do próximo ano.   


"Esperamos conseguir (concluir as negociações) se não no final do ano, no começo do ano que vem, porque investimos muito", disse Malmström em uma conferência sobre comércio em Bruxelas.

"Se atrasar até janeiro ou início de fevereiro, não é uma tragédia", acrescentou.

A Comissão Europeia sempre afirmou querer chegar a um acordo político com o Mercosul antes do final de 2017, em particular porque uma campanha eleitoral está prevista para 2018 no Brasil, o maior mercado da América do Sul.

“De acordo com a lei brasileira, todos os que se candidatam à eleição devem demitir-se seis meses antes, o que significa que no final de março não haverá mais governo", disse Malmström.

Fase crucial

As discussões entre a UE e o Mercosul entraram numa fase crucial. Uma nova rodada de negociações foi aberta na semana passada em Bruxelas e deveria terminar na sexta-feira (8).

“Haverá, claro, reuniões com o Mercosul em Buenos Aires na semana que vem à margem da 11ª Conferência Ministerial da OMC”, disse Malmström, e "talvez um anúncio sobre onde estamos".

Mas "todos sabem que há sensibilidades", acrescentou.

A França está particularmente preocupada com as concessões feitas por Bruxelas sobre a carne e o etanol, dois produtos muito sensíveis para o Velho Continente, na esperança de novos mercados na América Latina para o setor automotivo europeu.

"A opinião pública francesa deve considerar o acordo como um todo, e é essencial para o governo francês apresentar esse acordo aos seus cidadãos", afirmou a comissária.

Durante quase duas décadas, as discussões entre a UE e os países do bloco latino-americano encontraram diferenças insuperáveis. As negociações foram suspensas em 2004, para retomarem apenas seis anos depois.

(Com informações da AFP)