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Macron exalta "transformação louca" da França ao inaugurar salão VivaTech

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O presidente francês, Emmanuel Macron, discursa durante a inauguração do Salão VivaTech, em Paris. Michel Euler/Pool via Reuters

A terceira edição do salão internacional de start-ups VivaTech, inaugurado nesta quinta-feira (24) em Paris, traz dezenas de inovações do mundo da tecnologia que estão sendo apresentadas ao público pela primeira vez. O evento chama a atenção ao receber grandes nomes da tecnologia mundial, como o presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, e o diretor-geral da Microsoft, Satya Nadella, além de dedicar um espaço importante para start-ups africanas.


O salão acolhe representantes de 8.000 start-ups de todo o mundo, com a expectativa de atrair 80 mil visitantes em três dias, num momento em que os países europeus impõem mais rigor na proteção dos dados dos usuários na internet. Durante a inauguração, o presidente francês, Emmanuel Macron, elogiou a transformação "louca" da França, que ele quer erigir como o novo modelo europeu para o desenvolvimento da economia digital.

De acordo com Macron, o modelo americano não é sustentável por falta de implicação política, tampouco o chinês, cuja regulamentação excessiva não permitirá que as empresas respondam aos novos desafios, particularmente éticos, enfatizou o líder centrista. Neste cenário deficiente, a Europa tem chances de abrir um caminho, e "a França é o coração político e econômico do bloco", enfatizou Macron, convidando novas start-ups e investidores a apostarem no país.

Após reunir nesta quarta-feira (23) no Palácio do Eliseu cerca de 60 CEOs de grandes grupos, start-ups e players digitais – no encontro anual "Tech for Good" –, Macron martelou a necessidade de repensar a relação entre os gigantes do setor e seus bilhões de usuários. Ele reiterou a necessidade do setor levar em conta o impacto das transformações que provoca na educação, na tributação e na privacidade das pessoas. "Não pode haver um passageiro clandestino duradouro", ironizou o presidente, referindo-se à exploração comercial maciça do Gafam (sigla para Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft) na Europa e a leveza com que burlam as regras aplicadas aos demais setores da economia.

Investimentos estão em alta

Com € 2,5 bilhões de financiamento levantados pelas strat-ups no ano passado, a França assumiu a liderança europeia em alguns aspectos, destacou Macron. "Esse dinamismo, essa disposição de construir está transformando o país", acrescentou Macron.

O presidente francês anunciou € 65 milhões de fundos adicionais para projetos de start-ups africanas selecionados pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). No ano passado, o continente captou € 477 milhões, 50% a mais em um ano, segundo o fundo de investimentos Partech Ventures, mas este valor é uma gota no oceano quando comparado aos € 20 bilhões levantados por start-ups europeias. Macron explicou que o esforço da AFD será voltado para empresas africanas jovens e pequenas, que necessitam de € 30 mil a € 50 mil euros para crescer. Os empreendedores africanos devem depositar seus projetos na AFD Digital Africa Platform.