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OMC, FMI e Banco Mundial se unem para pedir reformas nas normas do comércio mundial

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Reforma da OMC é um das reivindicações de vários países, além de Canadá e Estados Unidos. Flickr/ Creative Commons

A falta de reformas nas normas do comércio internacional alimenta tensões, sob o risco de prejudicar o crescimento econômico mundial e a redução da pobreza. O alerta foi lançado nesse domingo (30) pela Organização Mundial do Comércio (OMC), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.


O intercâmbio de serviços representa dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) e do emprego no mundo, assim como quase metade do comércio mundial, destacam as três instituições. “Mas as tarifas atuais sobre os serviços são tão elevadas como eram os impostos sobre os bens (fabricados) há 50 anos", explicam a OMC, o FMI e o Banco Mundial. Segundo as instituições, as mudanças na natureza do comércio não se refletiram plenamente na evolução da regulamentação internacional.

O documento foi publicado depois que muitos pedidos foram registrados nos últimos meses, especialmente na Europa, Canadá e Estados Unidos, para reformar a OMC. A integração plena do comércio de bens e serviços "pode ter um papel muito maior no fomento da prosperidade", afirma o relatório, que não faz recomendações específicas.

Na opinião dos três organismos, é necessário fazer com que as oportunidades comerciais oferecidas, por exemplo, pela tecnologia da informação ou o comércio eletrônico "sejam refletidas na política comercial atual". Além disso, as três instituições recordaram que a abertura do comércio internacional depois da Segunda Guerra Mundial e até o início da década de 2000 contribuiu em grande medida para melhorar o nível de vida e reduzir a pobreza no mundo, "mas isto continua sendo incompleto" na atualidade.

Reformas comerciais estagnarem desde o início dos anos 2000

As três organizações recordam que o volume do comércio aumentou em média 7% durante a década de 1990, um índice duas vezes maior que o crescimento do PIB mundial, mas depois perdeu força e passou a registrar uma taxa de 1,5% entre 2001 e 2007. "A desaceleração se deve principalmente a um ritmo mais lento das reformas comerciais após o notável progresso realizado desde a década de 1980 até o início da década de 2000", insistem.

Cada vez mais países – principalmente europeus, Canadá e Estados Unidos – consideram que a Organização Mundial do Comércio não responde de maneira apropriada às distorções comerciais provocadas especialmente pela China, que acusam de subsidiar em grande escala sua economia. A questão foi evidenciada nos últimos meses, desde que Estados e China iniciaram uma guerra comercial com a imposição mútua de tarifas de importação adicionais.

(Com informações da AFP)