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Futebol francês

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Clubes franceses querem mais cerveja nos estádios de futebol

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Torcedores franceses bebendo cerveja, mas na Inglaterra. PAUL ELLIS / AFP

A final da Copa da Liga Francesa de futebol, marcada para este sábado (23), acabou levantando uma polêmica para além da partida entre Paris Saint-Germain e Lille. Os organizadores do campeonato queriam permitir a venda de cerveja durante o jogo, mas foram barrados pela prefeitura da cidade de Saint-Denis, onde fica o estádio. A lei francesa, que permite comercializar a bebida apenas em um número reduzido de jogos por ano, entrou novamente em debate.


A prefeitura da cidade da periferia parisiense, que abriga o Stade de France, havia inicialmente concedido a permissão, mas voltou atrás, revoltando os dirigentes da Liga de Futebol Profissional francesa (LFP). A atual legislação do país sobre o tema, chamada Lei Evin, permite aos clubes realizar até 10 jogos por ano com venda de cerveja com álcool, desde que obtenham autorização da prefeitura da cidade.

E é aí que começam os problemas: algumas prefeituras são mais permissivas que outras, resultando em tratamento desigual para os clubes. O Olympique de Lyon, por exemplo, costumava obter até mesmo autorizações para mais de 10 partidas por ano. Mas, em janeiro deste ano, o clube se mudou para um novo estádio, na cidade vizinha de Décines-Charpieu, onde encontrou um prefeito bem menos apreciador da bebida alcoólica.

Exemplo alemão e inglês

Outra situação desigual denunciada pela LFP é que os mesmos estádios que não comercializam cerveja nas partidas de futebol têm autorização para vender em jogos de Rugby ou em shows. O diretor de atividades esportivas da Liga, Arnaud Rouger, diz que os clubes são penalizados financeiramente com a atual legislação e perdem competitividade em relação aos times de outros países europeus.

“Sempre usamos os clubes ingleses e alemães como exemplos de gestão econômica, mas ele têm o direito de comercializar álcool em suas dependências”, afirmou Rouger ao jornal 20 Minutes. Também entrevistado pelo diário, Alain Deveseleer, presidente do Bordeaux, clube da cidade de mesmo nome, diz que o faturamento com bebidas dobra nas partidas em que podem vender cerveja – levando junto o consumo de comidas que acompanham as geladas.